"How many times have you heard someone say if I had his money I could do things my way/ But little they know that's so hard to find one rich man in ten with a satisfied mind"O trecho acima é da música "A Satisfied Mind", gravada por Johnny Cash, e faz parte da badalada trilha sonora do filme "Kill Bill", de Quentin Tarantino.
Quer dizer, em tradução livre: "Quantas vezes você ouviu alguém dizer: 'Se eu tivesse dinheiro, faria tudo de meu jeito'/ Mal sabem eles que é muito difícil encontrar um homem rico com uma mente satisfeita."
Jack Johnson cantou esse trechinho da música em entrevista à Folha para responder por que doará todo o lucro dos oito shows que fará no Brasil para ONGs que ensinam música, arte e surfe.
"Não preciso desse dinheiro; consigo manter minha família e minha banda com a venda de CDs".
O músico havaiano de 35 anos deu entrevista de sua casa no Havaí, semanas antes de embarcar para uma turnê por oito cidades brasileiras. O primeiro show acontece em São Paulo em 21 de maio, no Festival Natura Nós.
Ele vem acompanhado dos mesmos três músicos com quem toca desde seu primeiro disco, "Brushfire Fairytales", de 2001.
"Sou eu e os mesmos três caras desde que comecei, uns dez anos atrás, tocando em bares para 16 pessoas que não prestavam atenção", lembra Johnson, que teve seus dois últimos discos em primeiro lugar nas paradas norte-americana e inglesa.
Fonte :folha.com
Popularidade das biografias do rock ajudam mercado de livros
Autobiografias de ex-artistas do rock, como a história de Keith Richards admitindo ter cheirado as cinzas de seu pai, ou a revelação de Sammy Hagar de que foi abduzido por alienígenas, estão ajudando as vendas no mercado editorial, que passa por uma fase difícil."Claramente existe uma demanda", disse Mauro DiPreta, vice-presidente do It Books, que publicou o atual best-seller do "New York Times" "Red: My Uncensored Life in Rock", de Hagar. O ex-vocalista do Van Halen recebeu cerca de 3 milhões de dólares para contribuir com o livro. Richards teria recebido 7 milhões por seu livro de memórias, "Life".
"O que você tem através de um livro é uma lembrança", acrescentou DiPreta. "Você pode comprar um CD, mas provavelmente você já ouviu as músicas muitas vezes. Você pode comprar um violão de Eric Clapton em leilão. Mas por 25 dólares, você pode ouvir todas as histórias, não apenas aquelas por trás das músicas, mas de como esses caras viveram."
Sarah Lazin, agente do setor de literatura especializada em títulos relacionados à música, afirmou que "editoras estão procurando uma base de fãs automática para que elas possam simplesmente se conectar. No momento, tenho quatro contratos com uma grande agência já com um astro e um escritor. Não há precedentes."
Os livros de memórias do rock são uma esperança para os vendedores de livros que estão com uma dificuldade dupla provocada pela recessão e a transição para os e-books.
Fonte :agência REUTERS
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