sexta-feira, 27 de abril de 2012

Saxofonista do The Killers é encontrado morto em Las Vegas

Thomas Marth, saxofonista do grupo The Killers, foi encontrado morto na segunda-feira em sua residência de Las Vegas (Nevada) e aparentemente cometeu suicídio, de acordo com informações publicadas pela imprensa americana nesta quinta-feira (26).

Um porta-voz do escritório legista de Las Vegas confirmou ao portal "E! News" que o corpo do músico foi encontrado na manhã de segunda-feira e por enquanto a hipótese mais provável é de suicídio.

Marth, de 33 anos, esteve presente na viagem mundial da banda em 2008 e 2009 e participou da gravação dos discos "Sam's Town" (2006) e "Day & Age" (2008), segundo e terceiro álbuns do grupo, com músicas como "Read My Mind" e "Human".

"Perdemos Thomas. Nossas orações estão com sua família. Esta noite falta uma luz em Las Vegas. Boa viagem, Tommy", escreveu a banda no Twitter. Marth também tocou em vários grupos locais de Las Vegas, como The Big Friendly Corporation e Black Camaro.

"Estou tentando compreender o que aconteceu e ajudando algumas pessoas (de sua família) que não estão muito bem", disse o músico Ryan Pardey ao jornal "Las Vegas Weekly". "Era uma das pessoas com mais talento da comunidade e um dos meus amigos mais próximos desde os 18 anos", acrescentou.

Antes de conquistar o sucesso com The Killers, Marth passou anos trabalhando em alguns dos locais mais conhecidos de Las Vegas, como The Freakin' Frog, Revolution Lounge, The Royal Resort e Hard Rock Hotel.

"Estive aqui toda a minha vida. Há poucos anos, estava trabalhando em todos os clubes noturnos de Las Vegas tocando música", explicou Marth a "Las Vegas Weekly" em setembro de 2008.
Fonte: agência EFE

Paul McCartney faz em Florianópolis show mais longo da turnê sul-americana

Miguel tem 10 anos e veio de Apucarana assistir o primeiro show de sua vida: Paul McCartney em Florianópolis. De faixa na cabeça com o nome do ex-beatle, a mesma que o pai também usa, ele, entretanto, não se encaixa no padrão de filho de beatlemaníaco que adquiriu dos pais o gosto pela banda: “Na verdade, eu gosto de dance music, mas acabei pegando com ele isso de Beatles”, diz o pai, que o acompanhava.

Verdade ou não, Miguel não disfarçava a empolgação. Antes ainda do show começar, só na seleção musical que ajudava a passar o tempo no estádio da Ressacada, com versões alternativas do repertório de McCartney e dos Beatles, ele dançava, cantava e fingia tocar bateria.

Se é mesmo tão fã quanto parecia, deve ter saído satisfeito. Se não, também. Em primeiro lugar, Florianópolis viu o setlist mais longo da turnê sul-americana: 38 músicas se contarmos o medley “Golden Slumbers”/”Carry That Weight”/”The End”, que encerra o show, como uma música só e deixarmos de fora a brincadeirinha com um pedaço de “Yellow Submarine”. Nos outros shows pelo continente, essa contagem chegou no máximo a 36, no Recife.

Só que Miguel não deve se preocupar muito com essas coisas. De matemática, afinal, já chega a escola. Ele queria era ver McCartney desempenhando no palco. E se deu bem. É verdade que, menos de dois meses antes do cantor completar 70 anos, a voz não é mais a mesma e fraqueja com uma freqüência que, embora pequena, já é bem maior e perceptível que nas outras passagens recentes dele pelo Brasil, nos anos passado e retrasado.

É verdade que os maneirismos e gracinhas no palco, de tão ensaiados, são previsíveis, mesmo que charmosos. Tudo bem. Afinal, lembremos, é o primeiro show da vida de Miguel e o primeiro de Paul McCartney para quase todos que estavam no estádio, então ninguém vai negar um sorriso ao ver o músico repetindo “coisa mais querida” e saudando o público com “olá, manezinhos”.

Esses truques e poses ajudam McCartney a transpor o bloqueio que, por estranho que pareça, parte de seu repertório coloca entre ele e a plateia. O lado do artista que gosta de mostrar o quanto tem de pérolas menos conhecidas em sua carreira cria esse efeito. Afinal, é um show de estádio, então a maior parte de quem vai ver até está disposto a acompanhar o músico nessa viagem e aplaude com vontade, mas não chega a ser conhecedor dedicado e nunca vai ter por “Ram On” ou “Nineteen Hundred and Eighty-Five” o mesmo entusiasmo que demonstra em “Ob-La-Di Ob-La-Da” ou “Yesterday”.
É um problema? Não diminui o valor musical nem a qualidade do show, claro, e também seria um pecado deixar “Let Me Roll It” de fora. “Hope of Deliverance”, incluída na turnê pela segunda vez (a primeira foi na Colômbia no último dia 19), também fez bonito. Só prejudica o lado festinha, que ajuda a envolver Miguel ainda mais e é tão importante para um artista como Paul, que visivelmente se esforça o tempo todo para agradar sua plateia e arrebatá-la sempre que possível. Mas os hits cuidadosamente espalhados ao longo do show e a sequência final, com “Hey Jude”, sempre apoteótica, encerrando a primeira parte, resolvem.

No final, o que fica é a grande cantoria coletiva, a banda pra lá de competente, a emoção das homenagens a John Lennon com “Here Today” e George Harrison com “Something”, os fogos de artifício em “Live and Let Die” (hoje já esperadas e partes fundamentais dos shows) e o encontro com um dos repertórios mais invejáveis da música popular. Se fosse aniversário de Miguel, ele teria mais sorte ainda: o show teve “Birthday” pela terceira vez no repertório desde o início da turnê, e que havia sido tocada pela última vez em agosto do ano passado, em Chicago. Quer dizer, não foi o tipo do show que ficará para sempre na memória de Paul; o importante é ter ficado na de Miguel. Tomara que o garoto tivesse um bom esquema para voltar para casa. Quem seguiu as recomendações e quis voltar de ônibus precisou encarar uma fila que oscilou entre horrorosa e hedionda. Debaixo de chuva.

Coisa de chegar em casa lembrando mais do suplício do retorno do que do show.

Veja o que Paul McCartney tocou em Florianópolis:

"Magical Myistery Tour"
"Junior’s Farm"
"All My Loving"
"Jet"
"Drive My Car"
"Sing the Changes"
"The Night Before"
"Let Me Roll It"
"Paperback Writer"
"Long and Winding Road"
"Nineteen Hundred and Eighty-Five"
"My Valentine"
"Maybe I'm Amazed"
"I've Just Seen a Face"
"Hope of Deliverance"
"And I Love Her"
"Blackbird"
"Here Today"
"Dance Tonight"
"Mrs Vandebilt"
"Eleanor Rigby"
"Something"
"Band on the Run"
"Ob-La-Di Ob-La-Da"
"Back in the USSR"
"I Got a Feeling"
"A Day in the Life"
"Let it Be"
"Live and Let Die"
"Hey Jude"
"Lady Madonna"
"Day Tripper"
"Get Back"
"Yesterday"
"I Saw Her Standing There"
"Golden Slumbers"
Fonte:uol.com