sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ratos de Porão faz 30 anos e celebra neste 11/11/11 com 11 integrantes no Hangar 110

A mais querida e tradicional banda de hardcore do Brasil completa três décadas nesta sexta-feira (11) com um show no Hangar 110, em São Paulo. A apresentação, marcada para coincidir com a data cabalística de 11/11/2011, contará com todas as formações que a banda já teve, desde 1981.

"São 11 pessoas para ensaiar, não está fácil ensaiar todo mundo", disse o vocalista João Gordo ao UOL. "Tem gente ali que não toca junta desde 1983".
Na última década, os Ratos de Porão ficaram conhecidos pelo grande público principalmente por causa da fama de Gordo como apresentador de televisão. Já no cenário underground, a banda sempre foi um dos nomes de maior prestígio no país. É uma das raras bandas que, há décadas, consegue reunir entusiastas do punk, hardcore e metal.

O repertório, apresentado em ordem cronológica, trará músicas de toda a longa discografia do grupo, desde as primeiras fitas demo até o último álbum de inéditas, "Homem Inimigo do Homem" (2006). Na abertura, o show terá a banda norte-americana Conquest For Death e os paulistanos do D.E.R.
No início da década de 80, o RDP participou de uma série de festivais e coletâneas punk legendários até lançar, em 1984, o primeiro álbum de uma banda do estilo no país, o hoje clássico "Crucificados Pelo Sistema".
Paralela à popularidade da banda, a alcunha de "traidores do movimento" os acompanha desde essa época. "Começou quando eu disse, num fanzine, que o Ratos não tocava mais punk rock, e sim hardcore", diz Gordo. Em 1986, quando ousaram misturar hardcore e metal, a coisa ficou pior. "Os punks radicais me juraram de morte, mas eu não estava nem aí, nós sempre estivemos à frente desses idiotas."
De lá para cá, a banda também gravou na Europa e fez incontáveis turnês internacionais, incluindo uma nos Estados Unidos em 2000, que culminou com um show na lendária casa novaiorquina CBGB. "Foi onde o punk nasceu. Quando cheguei lá, me ajoelhei e lambi o chão do palco", contou Gordo, referindo-se ao "lar" de grupos como Ramones, Misfits, The Cramps e outros.

Além do vocalista, a formação atual do Ratos conta com o fundador Jão na guitarra, Maurício "Boka" na bateria e "Juninho" Sangiorgio no baixo, e é a mais longa que a banda já teve. É também, a favorita de Gordo, que só se juntou ao grupo em 1983. Preferências pessoais à parte, o show desta sexta-feira será provavelmente a única oportunidade que os fãs terão para repassar, em uma só noite, todas as fases do grupo.
30 ANOS DE RATOS DE PORÃO

Quando: nesta sexta-feira (11), a partir das 19h
Onde: Hangar 110, Rua Rodolfo Miranda, 110, Bom Retiro
Quanto: R$ 15 a 20 (antecipados), R$30 (na porta)
Ingressos: Loja 255 - Rua 24 de maio, 64, Loja 255 - tel: (11) 3361-6951
Fonte:uol.com

Pearl Jam supera expectativas em Curitiba com show mais longo da turnê brasileira

"A noite está linda e eu acho que esta noite nós vamos cuidar bem de vocês", declarou o vocalista Eddie Vedder, em uma tentativa de se comunicar em português com a plateia, após a introdução das músicas iniciais do set do Pearl Jam. Esse clima intimista foi o tom da quarta apresentação do grupo no Brasil, que ocorreu nesta quarta-feira (9/11), em Curitiba.

Com o maior setlist da turnê brasileira até agora - 32 músicas, três acima do último show, no Rio de Janeiro – o Pearl Jam supriu as expectativas dos pagantes com um espetáculo de pouco mais de duas horas e superou o revés de se apresentar em um local desconhecido no formato musical até para os próprios curitibanos: a Vila Capanema.

Após a desativação da Pedreira Paulo Leminski - espaço peculiar e carismático que já foi palco do show da própria banda em 2005 - Curitiba ainda sofre para encontrar um local à altura para receber shows de grande porte. Ao mesmo tempo em que manobras políticas como 'A Pedreira é Nossa' tentam por anos reaver o espaço, a demanda precisa ser suprida, muitas vezes por locais sem a mesma estrutura. Neste caso, a escolha tornou-se bem interessante, já que o estádio fica em local central e de fácil acesso. Se, por um lado, peca na implantação e arquitetura - localizado entre viadutos e cheio de partes inacabadas – por outro, apresenta uma produção cuidadosa com a qualidade de som e com bem estar de seu público, sinalizando os acessos nas proximidades e inserindo forração de placas plásticas no gramado. Além de claro, a venda de cerveja a preços nem tão abusivos.

A abertura ficou novamente a cargo da banda X, quarteto californiano de punk rock da turma de 77, que apesar de influente, nunca atingiu o grande público. Demonstrando precisão e um ótimo dueto vocal do baixista John Doe e de Exene Cervenka – incomum para o estilo - o grupo casou muito bem com o clima do evento, impressionou o público e os arrebatou principalmente no final, quando o próprio host Eddie Vedder juntou-se a eles em Devil Doll.

Logicamente, esta boa surpresa acabou por outro lado diminuindo um pouco do impacto da entrada da banda principal, o que seria um problema, caso o clima já não fosse de 'jogo ganho'. Esta expectativa tornou-se realidade já na execução das primeiras faixas, iniciando com Go, do álbum Vs., que teve grande destaque no início do set, juntamente com Animal, Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town e Dissident.

Com o setlist calcado no ótimo documentário Pearl Jam Twenty e pensado para um público com poucas oportunidades de ver a banda ao vivo, o grupo mantém um set conciso e ainda consegue criar particularidades para cada show - como a adição de Arms Aloft, cover de Joe Strummer & The Mescaleros - banda do vocalista do The Clash - e Baba O’Riley, cover já tradicional do The Who – sem criar momentos 'disco novo que ninguém quer ouvir'.

Impressionante também é a capacidade do Pearl Jam em agregar públicos distintos. Isso se deve não só a excelentes músicos, mas ao carisma de Eddie Vedder, uma espécie de Constantine capaz de transitar infernos dos mais variados com tranquilidade: desde o do nerd de TI, à priminha da academia e o headbanger suburbano.

Se a partir do primeiro bis o set torna-se mais introspectivo com a adição de Just Breathe e Off He Goes – que, juntamente com Red Mosquito, marcaram presença do álbum No Code e mais um diferencial da apresentação – o posterior combo de músicas do famigerado Ten incendiou o público, principalmente o tipo que desconhece toda a discografia da banda. Todas essas músicas foram tocadas em versões extendidas com clima de jam entre amigos e solos sempre inspiradíssimos de Mike McCready. Mesmo após 20 anos de carreira, é de impressionar a empolgação que os músicos ainda demonstram ao tocar essas músicas.

O encerramento da etapa brasileira da turnê comemorativa do Pearl Jam ocorre em Porto Alegre (11/11) e segue para Buenos Aires, na Argentina. Após a finalização da agenda, a banda retorna ao estúdio para finalizar o novo disco, previsto para início de 2012.


Setlist Pearl Jam

01- Go
02 - Arms Aloft (Joe Strummer & The Mescaleros cover)
03 - Animal
04 - Olé
05 - Why Go
06 - Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town
07 - Corduroy
08 - Given To Fly
09 - Dissident
10 - The Fixer
11 - Even Flow
12 - In Hiding
13 - Setting Forth (Eddie Vedder song)
14 - Not For You
15 - Red Mosquito
16 - Got Some
17 - World Wide Suicide
18 - Porch

Bis 1:
19 - Just Breathe
20 - Off He Goes
21 - Unthought Known
22 - Breath
23 - Supersonic
24 - Black
25 - Jeremy

Bis 2:
26 - Better Man
27 - Leaving Here (Holland-Dozier-Holland cover)
28 - Footsteps
29 - Once
30 - Alive
31 - Baba O'Riley (The Who cover)
32 - Yellow Ledbetter 
Fonte:virgula.com

Faith No More | Mike Patton fala sobre os próximos shows

O Faith No More vem ao Brasil neste final de semana, como atração principal do SWU 2011, e o vocalista Mike Patton falou um pouco sobre a nova turnê da banda, em entrevista ao MovieWeb.

Patton contou que há algumas surpresas guardadas para os fãs, mas escolheu não revelá-las. "Teremos algumas coisas novas. Mas é melhor deixá-las como surpresa. Vamos tocar algumas coisas que nunca tocamos ao vivo antes. O show no Chile será o mais único. Lá, vamos tocar o álbum King For A Day do começo ao fim. Faremos o show com o guitarrista que tocou nesse disco, Trey Spruance. Nunca tocamos ao vivo com ele antes. Então será muito empolgante", declarou o vocalista, sem mencionar o show no Brasil, que acontece dois dias após o show em Santiago, no Maquinaria Festival.

Quando questionado sobre a possibilidade de voltar a lançar discos com o Faith No More, Patton declarou que não há planos. "Basicamente, nós conversamos muito pouco sobre isso. Acho que é porque estamos voltando a nos conhecer e a curtir a companhia um do outro novamente. Estamos valorizando este momento, tentando não olhar muito adiante. Essa é a verdade, honestamente. (...) Acho muito importante não fazer planos e não colocar demandas externas. É algo delicado. Não tocávamos juntos há mais de dez anos. Já ficamos nervosos só de estar novamente no mesmo ambiente e de tocar essas músicas. Mas acho que tivemos uma ótima surpresa", explicou.

Na entrevista, Patton ainda afirma que o Faith No More não tem intenção de voltar ao circuito - mais um motivo para fazer com que estes shows sejam especiais para os fãs. "Não estamos voltando à cena. É perigoso explorar demais isso - há um limite", finalizou.

O Faith No More fechará o festival em Paulínia, no dia 14 de novembro.
Fonte:Omelete