segunda-feira, 6 de junho de 2011

Nirvana: entrevista com garoto da capa do "Nevermind"

Imagine se milhões de pessoas tivessem te visto nu antes mesmo de você ter idade suficiente para dizer "embaraçoso". Essa é a história de Spencer Elden, a quem você pode conhecer como o bebezinho nadando em direção à nota de um dólar na capa do álbum de 1991 do NIRVANA, “Nevermind”.
Em 2008, aproximadamente 17 anos depois, entre odiar a escola e jogar pólo aquático, Elden ainda lutava para entender sua imagem (muito) pública.
"Uma quantidade razoável de pessoas no mundo viu meu pênis", diz ele da sua casa em Los Angeles. "Então isso é meio que legal. Eu sou apenas um garoto normal vivendo isso e fazendo o melhor que posso enquanto estou aqui".
O “Nevermind” é frequentemente creditado por ter mudado a cara do rock. A participação nua de Elden neste importante momento musical histórico foi um tanto acidental; Kirk Weddle, o fotógrafo que trabalhava na capa, era apenas um amigo do pai de Spencer, Rick.
"[Ele] nos liga e diz, 'Ei Rick, quer ganhar 200 pratas e jogar seu filho na água?'" Rick relembra. "Eu disse, 'O que que rola?' Então ele disse, 'Bom, eu estou fotografando crianças essa semana inteira, por que você não me encontra no Rose Bowl, e joga seu garoto na água?' E nós somente fizemos uma grande festa na piscina, e ninguém fazia idéia do que estava acontecendo!"
Três meses depois, enquanto dirigia pela Avenida Sunset Blvd., a família Elden se deparou com um Spencer de 9x9 pés nadando na parede da tradicional loja Tower Records. Dois meses depois, a Geffen Records mandou a Spencer Elden, que contava com um ano de idade, um álbum de platina e um ursinho de pelúcia.
Nos anos que se passaram, 26 milhões de álbuns foram vendidos. Enquanto Elden aprendia a andar. falar e cantar - seus pálidos braços de bebê se esticavam na parede de milhões de fãs grunges; suas partes privadas permaneciam ampliadas em cartazes e pisos.
Em alguns lugares, sua imagem pegou. Outro dia, seus amigos se depararam com um foto gigante do “Nevermind” no piso de uma loja de discos em Hollywood.
"Meu amigo disse, 'Ei, eu te vi hoje'. E eu respondi, 'Cara, eu trabalhei o dia inteiro' E ele disse, 'Não, eu fui na Geffen Records, e você estava no piso e flutuando e eu pisei na sua cara. 'Porque eu imagino que eles tem tipo uma coisa que flutua onde as pessoas podem andar por cima de mim e tal... então é meio que legal," diz ele.
Entretanto, a vida em geral não é tão "legal" como quando ele pulou pelado na piscina no início dos anos 90, diz ele. Nos dias de hoje, seus pares se ocupam apenas com a Internet e video games. Ironicamente, ele sente-se atraído pela era que deu a Kurt Cobain, vocalista do NIRVANA, tanta raiva.
Nos dias de hoje, diz Elden, seus contemporâneos se concentram em "jogar Rock Band no Xbox, tipo, isso não é uma banda de verdade! Essa é a diferença entre os anos 90 e os garotos de hoje; garotos no anos 90 realmente se juntavam e montavam uma banda (de verdade)!"
Mas apesar de tudo, a vida é boa, diz ele. Quando não está se frustrando com vídeo gamos e computadores, Elden curte música — na sua maior parte techno — e carrega uma enorme carga de raiva, em grande parte pelo fato de estar "muito de saco cheio" no ensino médio. "As mesmas pessoas, os mesmo professores... ir até o seu armário, se preocupar com garotas estúpidas... Eu quero que algo aconteça, eu quero viajar," diz ele.
No último outono, ele viajou — para uma escola militar por seis meses. Tudo o que seus pais vão dizer é que ele teve sua quota de "testar autoridade".
Agora ele tenta se formar no ensino médio um ano mais cedo. E ele fala sobre tentar entrar para West Point ou se tornar um artista... ou sei lá.
Como Spencer costuma dizer, "Eu apenas encaro as coisas como elas vêm. Se eu gosto, eu gosto; se eu não gosto, eu não gosto".
Leia no link abaixo outras matérias sobre Elden.
Fonte : Whiplash

AC/DC: "Jesus era um homem inteligente, não filho de Deus"


Durante sua entrevista ao PopEater.com, Brian Johnson se manifestou sobre um assunto que não costuma abordar frequentemente: religião. E o frontman do AC/DC não fez média.
“Vamos colocar da seguinte forma. Não acredito em religiões, penso que todas são ruins e uma perda de tempo. Jesus era um homem inteligente. Não era o filho de Deus”.
Fonte :Whiplash

Twin Shadow já está trabalhando em seu próximo álbum

Ainda sem título e data de lançamento, material será o sucessor do recém-lançado Forget
Twin Shadow fez show único na capital paulista nesta quinta, 2Twin Shadow, nova sensação do indie rock norte-americano, lançou seu álbum de estreia, Forget, no final de 2010, mas já está trabalhando no sucessor de sua discografia. A banda está atualmente no Brasil e nesta quinta, 2, se apresentou em uma festa fechada na cidade de São Paulo.
"Estamos amando o país", conta o autor que intitula o projeto (cujo nome de batismo é George Lewis Jr.), em entrevista à Rolling Stone Brasil. "O show foi demais, o público era incrível e louco." O repertório contou com faixas de Forget, mas Lewies já está se dedicando ao próximo álbum, que ainda não tem título nem data de lançamento (Lewis começou a trabalhar no material antes mesmo de lançar o disco de estreia, mas não promete a chegada dele nas prateleiras ainda neste ano). "Darei o meu melhor, mas acho difícil", diz. "Certamente o próximo será bastante diferente com relação a como vai soar e às minhas referências", entrega, sem detalhar.
Acerca das influências, aliás, muito se falou sobre o som de Twin Shadow quando Forget foi lançado. Além de outras características, traços fortes da new wave oitentista foram detectados - tudo com frescor, claro. Apesar das referências, Lewis nega o interesse em projetar uma vibe de décadas atrás. "Se por algumas razões alguém pensar que uma música é uma versão atualizada de outro período, então é a percepção deles. Não penso nisso. Apenas gosto de música pop, componho canções pop e elas saem à sua forma", explica, esclarecendo na sequência que esta complexa tentativa de segmentação de seu som não o incomoda. "É assim que o cérebro das pessoas funciona. Elas dividem em categorias para organização. Contanto que escutem, podem me colocar na embalagem que quiserem [risos]."
Fonte : revista Rolling Stone