quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Após 31 anos de banda, vocalista do R.E.M diz que é preciso saber a hora de parar

Após 31 anos de carreira, a banda norte-americana R.E.M anunciou o seu fim por meio de comunicado publicado em seu site oficial nesta quarta-feira (21). "Um homem sábio disse certa vez: ‘A habilidade de participar de uma festa está em saber a hora de sair'. Nós construímos algo extraordinário juntos. Fizemos essa coisa. E agora vamos andar longe dela", escreveu o vocalista Michael Stipe.
"Espero que nossos fãs não pensem que isso foi uma decisão fácil, mas tudo deve acabar, e nós quisemos fazê-lo bem, do nosso jeito. Temos que agradecer a todas as pessoas que nos ajudaram a ser o R.E.M durante esses 31 anos. A nossa mais profunda gratidão àqueles que nos permitiram fazer isso. Tem sido incrível”, completou Stipe.O R.E.M, que recentemente lançou o álbum "Collapse Until Now", disse que o término da banda foi tranquilo, sem brigas ou motivo especial. "Durante nossa última turnê, depois de produzir “Collapse Into Now” e reunir a nossa maior retrospectiva de hits, começamos a nos perguntar, 'o que vem depois? O trabalho e as memórias reunidas por mais de três décadas foi uma tremenda jornada. Percebemos que essas músicas pareciam desenhar uma linha natural sob os últimos 31 anos do nosso trabalho em conjunto", disse o baixista Mike Mills no comunicado"Sempre fomos uma banda no verdadeiro sentido da palavra. Irmãos que verdadeiramente se amam, se respeitam, nos sentimos pioneiros nisso. Não há nenhuma desarmonia aqui, sem advogados, sem problemas, tomamos esta decisão em conjunto, de forma amigável e com os melhores interesses no coração. O tempo simplesmente pareceu certo", completou Mills.
O guitarrista Peter Buck também comentou o término do grupo. "Uma das coisas grandiosas sobre estar no REM foi o fato de que os registros e as canções que escrevemos significaram tanto para os nossos fãs quanto significaram para nós. Foi, e ainda é, muito importante para nós fazer o certo por vocês. Ser uma parte de suas vidas foi um presente inacreditável. Obrigado", disse Buck.

"Mike, Michael, Bill, Bertis, e eu somos grandes amigos. Eu sei que vou vê-los no futuro. Assim como eu sei que verei todos os que nos seguiram e nos apoiaram ao longo dos anos. Mesmo que seja só no corredor de vinil de sua loja de discos local, ou de pé na parte de trás de um clube: assistir a um grupo de 19 anos tentando mudar o mundo”, finalizou o guitarrista.

O início e o fim do R.E.M.
Foi no início dos anos de 1980 que o R.E.M. deu seus primeiros passos na música, com três álbuns na sequência --"Murmur" (1983), "Reckoning" (1984) e "Fables of the Reconstruction" (1985)-- cheios de guitarras e temas obscuros, que recentemente ganharam nova edição remasterizada.
Mas a escalada de Michael Stipe e banda rumo ao sucesso mundial começou mesmo em 1991, com o lançamento de "Out of Time" e seus hits instântaneos "Losing My Religion" e "Shiny Happy People". O disco vendeu mais de 16 milhões de cópias e deu ao grupo três prêmios Grammy em 1992.
Formado em Athens, no estado norte-americano de Geórgia, o R.E.M. (sigla para "rapid eye movement", em português "movimento rápido dos olhos") se distinguia da geração do pós-punk e era a banda mais popular entre as rádios alternativas dos Estados Unidos.
Nos 31 anos de carreira, a banda --e, principalmente, seu líder Michael Stipe, assumidamente homossexual-- se destacou também pela postura política, envolvendo-se em causas ambientais, de defesa dos direitos humanos, direitos das mulheres e criticando ativamente o governo de George W. Bush e a Guerra no Iraque.

O grupo lançou seu 15º disco, "Collapse Into Now", em março deste ano. Antes mesmo do lançamento, o empresário do R.E.M., Bertis Downs, já havia adiantado que a banda não sairia em turnê com seu novo trabalho.

A banda veio ao Brasil duas vezes: a primeira no Rock In Rio de 2001, e a segunda em 2008 com a turnê do disco "Accelerate", que passou por São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Saxon lança clipe de 'Call to Arms' orquestrada. Assista!

O Saxon divulgou o clipe da versão orquestrada de 'Call to Arms', a faixa-título de seu próximo álbum de inéditas (são duas as versões disponíveis no CD). Embora tenha saído em junho, o trabalho chegará às lojas norte-americanas no dia 27 deste mês, via UDR Music/EMI.

Além da versão padrão, poderá ser encontrada uma em digipack, a qual virá com um CD ao vivo com sete faixas registradas em uma apresentação de 1980. O material foi remixada e remasterizado dos tapes originais.

'Call to Arms' foi produzido por Toby Jepson (Little Angels) e Biff Byford, vocalista da banda britânica de heavy metal. A formação atual ainda conta com os guitarristas Paul Quinn e Doug Scarratt, o baixista Nibs Carter e o baterista Nigel Glockler. O tecladista Don Airey (Rainbow, ELO, Ozzy Osbourne, Deep Purple) faz uma articipação especial na música 'When Doomsday Comes'.

Veja o repertório de ‘Call to Arms':

01. Hammer of the Gods
02. Back in '79
03. Surviving Against the Odds
04. Mists of Avalon
05. Call to Arms
06. Chasing the Bullet
07. Afterburner
08. When Doomsday Comes (Hybrid Theory)
09. No Rest for the Wicked
10. Ballad of the Working Man
11. Call to Arms - Orchestral Version

CD bônus 'Live at Donington 1980' (digipack):
01. Motorcycle Man
02. Still Fit to Boogie
03. Freeway Mad
04. Backs to the Wall
05. Wheels of Steel
06. Bap Shu Ap
07. 747 (Strangers in the Night)

'Call to Arms'

Fonte :revista guitar player

Show loucura do Crystal Castles chega ao SWU

Aos poucos o SWU vai ajeitando seu line up do jeito que a gente gosta. Anunciaram hoje o Crystal Castles, duo punk-dance-loucurinha formado por Ethan Kath e a louquinha Alice Glass, que sempre costuma se jogar na galera.

No início do ano, em uma das minhas andanças pela Inglaterra, assisti um show deles dentro da NME Tour, em Birmingham. Caos total, espantou o frio de 8 graus na época.

Eles já emplacaram uns cinco ou seis sucessos indies por lá e foram os grandes responsáveis pelo sold-out dos ingressos. Fato relevante, considerando que no line up ainda tinha o Vaccines, que começava a ser a grande aposta para 2011.

O bom show retardado de sempre dos canadenses do Crystal Castles está marcado para o dia 14 de novembro, no New Stage. Vai aqui um vídeo que fiz da ótima “Crimewave”, em fevereiro passado, em Birmingham.



Além deles, o ecofestival de Paulínia também anunciou outro duo, o Ghostland Observatory, o DJ Gareth Emery e Duff McKagan’s Loaded, a banda do ex-baixista do Guns N’ Roses.

"Não fiquei muito impressionado", diz produtor de "Nevermind" sobre a primeira vez que ouviu Nirvana

Butch Vig, produtor de "Nevermind", confessou que não se impressionou com o Nirvana quando ouviu a banda pela primeira vez. Em entrevista à revista "Billboard", ele falou sobre sua relação com a música do grupo de Seattle antes das gravações do álbum de 1991.

"Jonathan [Poneman] da Sub Pop me enviou 'Bleach', o primeiro disco que o Nirvana lançou. Honestamente, não fiquei impressionado. Achei que o álbum era meio unidimensional -- exceto pela música 'About a Girl', que pra mim soava como uma composição Lennon/McCartney", disse.

Ele também revela a origem do quebra-quebra de instrumentos nos shows do Nirvana. Tudo começou em um show em Chicago, quando Dave Grohl disse que odiava a bateria que estava tocando. "Eu disse: 'Bem, seu empresário está aqui, então por que você não a quebra e eles vão ter que te dar uma nova bateria'. Acho que foi a primeira vez que eles quebraram a bateria de Dave no final da noite e a arrastaram pelo palco", conta, concluindo que a estratégia deu certo e Grohl conseguiu uma nova bateria no dia seguinte.

Sobre o clima durante as gravações de "Nevermind", clássico do Nirvana que completa 20 anos em 2011, Butch Vig disse que era difícil lidar com as alterações de humor do líder Kurt Cobain. "Ele era extremamente bipolar e você nunca tinha ideia de como ele iria estar em qualquer momento. Mas eles eram muito focados e ensaiavam bastante".

No dia 27 de setembro chega às lojas uma edição de luxo com mixagem alternativa feita pelo produtor Butch Vig. O relançamento de "Nevermind" também contém lados b ao vivo e em estúdio e as demos gravadas no Smart Studios, além dos registros na BBC Sessions e do show no Paramount Theatre, em Seattle, em 1991.
Fonte :uol.com