sexta-feira, 30 de março de 2012

ZZ Top: o novo disco de inéditas está quase pronto?

O ZZ Top parece estar próximo de concluir seu próximo álbum de estúdio, o 15º da carreira. Em uma entrevista ao site da Billboard (EUA), Billy Gibbons disse que eles estão "selecionando [as faixas do disco] de coisas boas", o que pode indicar que em breve teremos novidades.

Ainda sem título e data de lançamento definidos, o material contou com a produção de Rick Rubin (Red Hot Chili Peppers, Johnny Cash, Metallica). Entre os títulos de faixas revelados recentemente estão 'More Slower Blues', 'Chartreuse', 'Have a Little Mercy' (inspirada na fase inicial de B.B. King) e 'Flyin' High'.

No ano passado, o site da Gibson mostrou o que o guitarrista disse à revista Mojo sobre o álbum: "Lembra o 'Tres Hombres' [disco deles, de 1973] com alguns elementos da época do 'Eliminator' [disco deles, de 1983]. Há uma gama bem variada, do blues básico a coisas um pouco mais extravagantes".
Fonte: revista guitar player

Santana: faixas instrumentais são maioria em novo álbum

O próximo disco de inéditas de Carlos Santana sairá no dia 15 de maio. Com um repertório composto em sua maioria de músicas instrumentais, 'Shape Shifter' será lançado pelo selo que pertence ao guitarrista mexicano, Starfaith Records.

Das 13 faixas que completam o material, somente uma delas ('Eres La Luz') tem vocais, os quais foram feitos por Andy Vargas e Tony Lindsay. As demais incluem parcerias com Eric Bazilian ('Never the Same Again'), Walter Afanasieff ('Macumba in Budapest' e 'Eres La Luz') e também participação de seu filho, Salvador Santana ('Canela' e 'Ah, Sweet Dancer').

A pré-venda de 'Shape Shifter' começou na última terça-feira (27) em sites como iTunes e Amazon.
Fonte:revista guitar player

Roger Waters leva "The Wall - Live" nesta quinta-feira ao Rio; veja alguns dos grandes shows-espetáculos da música no mundo

Enquanto a indústria fonográfica trava batalha contra a pirataria pela suposta perda de lucros com as vendas de CDs e DVDs, bandas e artistas saíram pelas arestas em busca de sobrevivência no mundo da música. Entre obstáculos, encontraram lasers, fogos de artifício e telões em LED no fim do túnel: são os shows-espetáculos, repletos de efeitos especiais e audiovisuais.
Investir em grandes estruturas de palco e novidades tecnológicas tornou-se item fundamental no roteiro para atrair a audiência --que, pelo alto valor que paga, exige verdadeiras experiências reais. O show de Roger Waters que excursiona pelo Brasil, "The Wall - Live", traz uma produção para impressionar. "Custa US$ 200 mil por dia (R$ 340 mil)", segundo falou ao UOL o chefe de produção da turnê Chris Kansy.

Waters desenvolveu imagens dinâmicas para ilustrar a história e as canções do clássico álbum lançado pelo Pink Floyd em 1972: um muro com mais de 137 metros de largura e 11 metros de altura, que forma um telão em alta definição. Ao todo, são usadas 57 toneladas de equipamentos e 55 toneladas de cenário. São 172 alto-falantes e 23 projetores que amplificam barulhos de helicópteros, aviões, tiros, pessoas rindo, bebês chorando e todo o som quadrafônico do espetáculo. Tudo isso será visto na noite desta quinta-feira (29) no Rio de Janeiro, e nos dias 1º e 3 de abril em São Paulo.

Em questão de megalomania, poucos conseguem impressionar mais do que o U2. Se em 1992 eles ajudaram a popularizar os telões com a Zoo TV Tour, um dos shows mais caros da história, quase 20 anos depois eles voltaram com ambições ainda maiores. A gigantesca "360º Tour" trouxe o palco circular conhecido como "A Garra", com pontes rotativas e visão em 360 graus, como indica o nome, concentrando o sistema de som e telões LED em uma estrutura cilíndrica. Sua montagem mobilizava 209 caminhões --48 deles apenas para carregar estruturas de aço-- e 240 pessoas trabalhando.

A "World Magnetic Tour" do Metallica, entre 2008 e 2010, passou pelo Brasil com toda sua estrutura, incluindo os três telões LED de alta definição, um deles com 20x8 metros que ficava ao fundo do palco. A "Black Ice World Tour" do AC/DC saiu pelo mundo com um palco de 78m de comprimento e 21m de profundidade e dividiu a cena com uma locomotiva real de seis toneladas que se movimentava durante a apresentação.
Investimento nacional
Apesar de ainda ser algo recente, o investimento de artistas brasileiros em grandes estruturas de palco já passa a ser uma realidade. Há pontos que impossibilitam algo maior, como por exemplo o alto número de shows, que não deixa sobrar tempo suficiente para a montagem de estruturas muito complexas, mas nem por isso o investimento tem sido deixado de lado.

Enquanto o trio elétrico domina o axé e ganha espaço no sertanejo, pois não há gastos com cenário, pelo menos três nomes de destaque atualmente foram acompanhados, durante todo o ano passado, por estruturas que superaram os R$ 2 milhões: Ivete Sangalo, Luan Santana e Fernando e Sorocaba.

Até o final do ano 2011, Ivete Sangalo viajou o país com a turnê "Madison Square Garden", baseado em seu DVD gravado em Nova York. A estrutura se mantinha fiel ao que pode ser visto nos vídeos, mas havia certos impedimentos. Transportada por 7 carretas, a estrutura demorava 5 dias para ser montada, o que tornava inviável utilizá-la em todas as apresentações. Como opção, além dos trios elétricos, que a cantora nunca abandonou, foi feita uma versão reduzida do cenário do “Madison”, mais barata e de montagem mais rápida.

No meio sertanejo, Luan Santana e a dupla Fernando e Sorocaba são os principais responsáveis por levar novidades às festas do gênero, que nunca deu muita atenção para a questão visual. Em 2010, Luan comprou uma estrutura que o permitia voar durante as apresentações, já que havia uma música em seu repertório chamada "Vou Voar". No mesmo ano, Fernando e Sorocaba decidiram que uma grua, levantada por um guindaste, os alçaria para cima do público. Com a boa resposta a essas experiências, ambos passaram a dar mais atenção para o "espetáculo", e por conta disso, o investimento foi crescendo.

Só para o transporte do palco de Fernando e Sorocaba, são utilizadas duas carretas e um ônibus. O dinheiro gasto, de acordo com Sorocaba, não precisa necessariamente ser alto. "Tento levar o máximo de entretenimento aos shows. E na verdade, em muitos casos, surgem ideias de baixo custo. A bolha de plástico que eu e o Fernando entramos dentro, por exemplo, custa R$ 5 mil cada uma. O guindaste também foi outra ideia que agradou, que repercutiu. O importante é ter sacadas boas e acompanhar o mundo da música. Quando eu posso, eu viajo pra ver shows e trazer coisas novas".

Fábio Fakri, empresário da dupla, diz que nem todas as boas experiências são possíveis de colocar na estrada: "o nosso novo DVD usou a tecnologia de mapeamento 3D, que é algo inédito no Brasil. Nós temos em mente fazer alguns shows pontuais com essa tecnologia, mas não é viável colocar na turnê. Não é nem só uma questão financeira, mas é que só pra fazer o mapeamento do local, que é o básico da ideia, leva dois ou três dias, e a gente não tem esse tempo".

De acordo com Fakri, outras ideias também encontram barreiras por não serem práticas. "A grua, que é uma ideia do Sorocaba, foi a primeira grande sacada da dupla, mas enfrentava alguns problemas. Por exemplo, a gente precisava de um caminhão só pro guindaste, que pesava uma tonelada, então não era todo show que tinha a grua. Hoje, o que chama a atenção no show são as duas bolhas de plástico, que requerem só dois compressores de ar".

O perfil de show-espetáculo adotado por Luan Santana surgiu por dois motivos: pelo gosto do cantor por grandes shows, e por diversos comentários que ele e seu empresário ouviam a respeito de apresentações de artistas internacionais.

"Eu e o Luan estávamos incomodados porque sempre alguém vinha falar que um show lá fora teve algo diferente e que era muito bom. Podia ser coisa boba, mas alguém dava atenção. Então a gente decidiu que era hora de procurar novidades pra esse lado do entretenimento, já que havia condição financeira da gente trazer as novidades pra cá. Foi quando eu comecei a viajar pra fora atrás de feiras, e aí surgiu a ideia de usar a máquina que fazia o Luan voar".

No final de 2010, durante a gravação de seu segundo DVD, Luan Santana utilizou uma catapulta igual a que Michael Jacskon utilizava nos ensaios de sua última turnê. "Nós a vimos no documentário 'This is It' e na hora já pensamos em utilizar. Só existem 6 máquinas dessa no mundo, e uma a gente alugou pro DVD do Luan", conta Ricardo. Por conta do alto custo do aluguel, cerca de U$ 150 mil, a máquina não foi pra estrada, explica o empresário.

Ainda de acordo com Ricardo, os artistas internacionais têm agendas mais espaçadas quando vêm ao Brasil, o que possibilita a montagem de estruturas maiores. "Quando os caras chegam de fora, tocam duas noites e tem uma semana inteira pra montar a estrutura. Fazendo 25 shows por mês, não tem como. A gente tem condições de fazer algo bem maior, mas não adianta investir mais se não há como colocar o palco na estrada".

ROGER WATERS NO RIO DE JANEIRO

Quando: 29 de março de 2012
Onde: Engenhão
Quanto: R$ 180 (superior oeste), R$ 180 (superior leste), R$ 250 (pista), R$ 300 (inferior oeste), R$ 300 (inferior leste), R$ 600 (pista prime)
Ingressos: www.ticketsforfun.com.br, 4003-5588, nos pontos de venda autorizados e na bilheteria oficial, no Citibank Hall/RJ.

ROGER WATERS EM SÃO PAULO

Quando: 1º e 3 de abril
Onde: Estádio do Morumbi
Quanto: de R$ 180 (PNEs) a R$ 600 (setor prime)
Ingressos: www.ticketsforfun.com.br, 4003-5588, nos pontos de venda autorizados e na bilheteria oficial, no Citibank Hall/SP.
Fonte:uol.com

quinta-feira, 29 de março de 2012

Lou Reed publica foto antiga do Velvet Underground no Facebook

O músico Lou Reed rendeu-se à nostalgia e publicou nesta quarta-feira (28) em seu perfil do Facebook uma foto de sua antiga banda, o Velvet Underground. Reed aparece ao lado da baterista Maureen Tucker, do guitarrista Sterling Morrison, do baixista Doug Yule na imagem, datada do fim dos anos 1960. "The operative word is Velvet" [em tradução livre: "a palavra-chave é veludo", escreveu o músico.

O Velvet Underground foi formado em 1964 e se desfez em 1973. Lou Reed deixou a banda em 1971 para seguir carreira solo.
Fonte:uol.com

Sob risco de chuva, Roger Waters diz que só não toca no Rio se o público ou sua equipe correr risco

A previsão do tempo para o único show do Roger Waters no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (29), com possibilidade de chuva forte, pode atrasar ou comprometer a apresentação do baixista do Pink Floyd no Engenhão.

“Se houver vento muito forte como hoje, não vai dar para tocar. Vamos tocar na chuva, a chuva não me incomoda, ela só molha. Se ventar muito, podemos esperar. Só não tocarei se o público ou a minha equipe correr risco”, disse Roger Waters em entrevista realizada na tarde desta quarta (28) em um hotel no Rio de Janeiro.
Para a apresentação no Rio, um grupo de 16 crianças da Rocinha irá acompanhar o baixista na canção "Another Brick in The Wall - Part 2. “Sempre temos crianças dos países aonde vamos. Elas normalmente vêm de um contexto desfavorecido. É muito legal que elas estejam comigo”, afirmou o músico inglês.

Apoio à Palestina

Na coletiva, Roger anunciou que irá apoiar o Fórum Social Mundial Palestina Livre, que acontecerá em Porto Alegre em novembro. “Além do muro que separa a Palestina de Israel, existe o muro da desinformção, o que nos é mostrado pela mídia e pela sociedade consumista. A Palestina não é um estado terrorista”, declarou.

No show, ele faz um tributo ao Jean Charles, mas não apenas ao brasileiro morto pela polícia britânica. "Eu lembro as centenas de civis que morreram em guerras desnecessárias. Com Jean Menezes, ninguém nunca foi culpado pela morte deste rapaz que levou 8 tiros e caiu no chão", disse.

Em turnê pela América do Sul, Roger guarda boas lembranças de outras vindas ao continente. "Adoro vir à América do Sul. Desde que vim pela 1ª vez, há dez anos, tenho visto mudanças, especialmente no Brasil com Lula e agora com Dilma. O Brasil é incrivelmente rico e vocês estão se tornado um poder mundial e sendo um exemplo para o resto do mundo."
Fonte:uol.com

quarta-feira, 28 de março de 2012

Rod Stewart e Ron Wood tocarão juntos em abril

O cantor Rod Stewart vai se juntar à sua ex-banda, Faces, pela primeira vez em quase duas décadas. O reencontro acontecerá em abril, na cerimônia de inclusão do grupo no Rock and Roll Hall of Fame, nos Estados Unidos.

O Faces foi formado em 1969, quando a banda Small Faces se desintegrou. Após a saída do vocalista, os três membros restantes do grupo convocaram Stewart e Ron Wood --hoje guitarrista dos Rolling Stones-- para se juntarem a eles.

A última vez que Stewart tocou com a banda foi em 1993, quando recebeu um prêmio por sua contribuição à música.

"Ao contrário do que algumas pessoas pensam, ainda somos grandes amigos e nunca dissemos que não tocaríamos juntos novamente", disse o baterista da banda, Kenney Jones.

Segundo Jones, não há previsão para uma nova reunião. "Vai depender das agendas de cada um."
Fonte:folha.com

Novo disco do Smashing Pumpkins será lançado em junho

O Smashing Pumpkins anunciou nesta terça-feira (27) que vai lançar seu próximo álbum, intitulado "Oceania", em 18 de junho.

O disco faz parte de "Teargarden by Kaleidyscope", uma série de 44 músicas que a banda liderada por Billy Corgan começou a gravar em 2009 e que são distribuídas na internet e lançadas em EPs.

"Oceania" é o primeiro álbum do Smashing Pumpkins desde "Zeitgeist", de 2007.
Fonte:uol.com

terça-feira, 27 de março de 2012

Filas atrasam show de Roger Waters em Porto Alegre

Um único imprevisto escapou ao controle da impecável produção do espetáculo “The Wall”, do músico inglês Roger Waters, que abriu sua temporada brasileira na noite deste domingo (25) no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. As filas que serpenteavam o estádio desde as primeiras horas da tarde atrasaram o início do show em 42 minutos. Mas este foi o único detalhe que manchou a apresentação de Waters na sua primeira noite no Brasil. Em quase duas horas de show, dedicado ao brasileiro Jean Charles de Menezes, morto em 2005 pela polícia londrina ao ser confundido com um terrorista, o ex-integrante do Pink Floyd foi uma espécie de coadjuvante de luxo de um espetáculo em que a grande atração é o muro e suas projeções de alta definição, como se a plateia assistisse a uma sessão de cinema executada ao vivo.
Às 20h30, após meia hora de atraso, um locutor anunciou à plateia que a produção havia decidido aguardar a entrada de todo público que ainda estava do lado de fora do Beira-Rio. Havia ingressos à venda ao longo do domingo, mas, segundo a produção, todas as 48 mil entradas foram vendidas até o início da apresentação. O público que lotou o estádio enxergou Waters no palco às 20h42 ao riff de “In the Flesh?”, canção que abre o disco homônimo e o repertório da turnê. Em dois atos de aproximadamente uma hora cada, separados por um intervalo de cerca de 20 minutos, Waters segue o mesmo roteiro sem qualquer margem para surpresas - fãs de Pink Floyd que sonham em ouvir hits dos outros discos da banda podem abandonar qualquer esperança.
O muro não é construído com espontaneidade e improviso. O alicerce de “The Wall” está fincado numa força oposta: a produção meticulosa, capaz de impressionar o mais crítico dos espectadores ou pessoas que jamais ouviram “The Wall” e sequer conhecem a mensagem de espetáculo. É seguro dizer que o público brasileiro jamais viu show de rock parecido, mesmo após o país ter assistido recentemente a grandes produções como as de Paul McCartney e U2. Enquanto essas turnês dão destaque aos artistas e suas músicas, “The Wall” foca no desenvolvimento do roteiro do álbum de 1979 através de mensagens visuais. Como num musical da Broadway, a música, é claro, está lá e ajuda a apresentar o tema - as frustrações e o medo que levantam paredes metafóricas entre um personagem autobiográfico de Waters e a sociedade e que provocam isolamento e intolerância. Até Waters fica em segundo plano diante da grandiosidade das projeções lançadas sobre o cenário em formato de muro de 137 metros de largura por 11 de altura.

Ou seja, embora contenham as mesmas músicas, o disco “The Wall” e o espetáculo “The Wall” são experiências totalmente distintas. Até quem não é ligado ao rock progressivo do Pink Floyd pode ter um momento de deleite visual diante da nova produção. Logo na primeira música, fogos de artifício são disparados do palco e a réplica de um avião da Segunda Guerra Mundial explode contra o muro. A pirotecnia introduz o primeiro dos traumas abordados em “The Wall”: a morte do pai na guerra. O som “quadrifônico” produzido pelas caixas de som laterais ajuda a compor o clima com sons de tiros, aviões e helicópteros. Na segunda canção, “The Thin Ice”, os 36 projetores de alta definição exibem rostos de pessoas mortas em guerras recentes nos 424 blocos que compõem o paredão. A música mais conhecida do espetáculo, “Another Brick in the Wall”, partes 1 e 2, vem na sequência com o apoio de 15 crianças da ONG Canta Brasil que vestiam uma camiseta onde se lia “Fear Builds Walls” (o medo ergue paredes). Um boneco inflável do professor cruel de Waters e as projeções visuais são o argumento definitivo para convencer a plateia de que ela está diante de um show de rock diferente. O muro se transforma numa enorme tela de cinema em alta definição abastecida com elementos gráficos inspirados no graffiti, com animações do filme “The Wall” e com imagens impressionantes do próprio Waters mescladas à colagem visual.

Embora tenha sido composto originalmente como um mergulho introspectivo nas próprias frustrações, Waters ampliou a mensagem do novo “The Wall” na tentativa de mostrar que a intolerância, a guerra e o isolamento individual surgem dos mais variados muros erguidos sobre medo, traumas e frustrações. “Quero dedicar este concerto a Jean Charles de Menezes”, disse Roger Waters, em português, após saudar o público e agradecer às crianças que participaram do espetáculo. “E a todas as outras vítimas de terrorismo de Estado em todo o mundo. Vamos lembrar de vocês”, continuou o músico, ainda em português. Os pais de Jean Charles, Matozinhos Silva e Maria Menezes, assistiram ao show no Beira-Rio segundo a produção.

“The Wall não é sobre mim. É sobre Jean Charles e todos nós”, explicou Waters, agora já apelando para o inglês. Em seguida, tocou “Mother”, quando os caprichos da produção ficaram evidentes. Após o verso “Mother, should I trust the government?” (Mãe, devo confiar no governo?), o telão mostrou a resposta: “NEM F...”, em português e em letras garrafais. No primeiro ato, além de falar da morte do pai, do professor cruel e da mãe superprotetora, “The Wall” ainda aborda o casamento falido como mais uma das frustrações que se transformam em tijolos empilhados um a um entre o personagem e a sociedade. Literalmente, os blocos vão sendo levantados por técnicos ao longo da primeira hora de espetáculo. O muro vai se formando em frente ao palco, deixando pequenas frestas para o público observar a banda, e Waters canta a última música da primeira parte, “Goodbye Cruel World”, dentro do último buraco da parede.

Após o intervalo de 20 minutos, “Hey You” é interpretada pela banda inteiramente atrás do muro. Aos poucos, o personagem vai revelando o desconforto do seu isolamento, como em “Nobody Home”, quando Waters canta inserido em um cenário de uma sala com cadeira e TV que se abre dentro do muro. A metade final tem conteúdo mais político, abordando a intolerância de Estado gerada a partir dos muros. O tradicional porco inflável que sobrevoa a plateia traz mensagens políticas em português, como “Por um país melhor” e “Tudo ficará bem, siga apenas consumindo”. Em “Run Like Hell”, o telão provoca perguntando: “Tem muitos paranoicos no estádio hoje?”. O muro só cai de verdade na 27ª canção, “The Trial”, depois da banda tocar na parte da frente e de trás do muro - uma ginástica da produção que a plateia praticamente nem percebe. Às 23h03, Roger Waters agradeceu e saiu de cena sem que o público pedisse bis.

Depois de deixar Porto Alegre, a turnê segue para o Rio de Janeiro, onde se apresenta no Engenhão, na quinta-feira (29). Roger Waters ainda tocará em São Paulo nos dias 1º e 3 abril, no estádio do Morumbi.

Veja o roteiro de “The Wall”
PARTE 1 PARTE 2
"In the Flesh?" "Hey You"
"The Thin Ice" "Is There Anybody Out There?"
"Another Brick in the Wall (Part 1)" "Nobody Home"
"The Happiest Days of Our Lives" "Vera"
"Another Brick in the Wall (Part 2)" "Bring the Boys Back Home"
"Another Brick in the Wall (Part 2) Reprise" "Comfortably Numb"
"Mother" "The Show Must Go On"
"Goodbye Blue Sky" "In the Flesh"
"Empty Spaces" "Run Like Hell"
"What Shall We Do Now?" "Waiting for the Worms"
"Young Lust" "Stop"
"One of My Turns" "The Trial"
"Don't Leave Me Now" "Outside the Wall"
"Another Brick in the Wall (Part 3)"
"The Last Few Bricks"
"Goodbye Cruel World"
Fonte:uol.com

Guitarras de Les Paul serão vendidas em leilão

Guitarras, um piano e antigos aparelhos de gravação pertencentes a Les Paul, pioneiro no design das guitarras elétricas Gibson, serão leiloados em junho em Beverly Hills, informou a Julien's Auctions na segunda-feira.

Memorabilia, instrumentos e objetos pessoais que pertenciam a Paul serão leiloados em 8 e 9 de junho, quando o ícone do rock teria completado 97 anos. Paul morreu em 2009 aos 94 anos.

Entre os lotes está a coleção de guitarras vintage de Paul, que inclui um modelo da Gibson de 1968, estimado entre 60 mil dólares e 80 mil dólares, e uma Fender Nocaster de 1951, com número de série 1751, cujo preço é estimado entre 40 mil e 60 mil dólares e foi um presente pessoal de Leo Fender a Paul.

Por outro lado, os compradores terão a chance de propor lances para uma caixa levada por Paul nas apresentações semanais no Iridium Jazz Club, de Nova York, durante décadas, que inclui um par de óculos escuros de Paul.

Conhecido como o pai da guitarra elétrica, Paul era uma força dominante na indústria da música. Ele produziu uma das primeiras guitarras elétricas de corpo sólido e encomendou o primeiro gravador de fita com oito faixas, revolucionando a forma como a música era produzida.
Fonte: agência REUTERS

Paul McCartney relançará álbum "RAM" com material exclusivo

O ex-Beatle Paul McCartney, que recentemente recebeu o Grammy de melhor álbum histórico com "Band On The Run", relançará a partir do dia 22 de maio o disco "RAM", o segundo após a dissolução do quarteto de Liverpool e o único elaborado ao lado de sua mulher Linda, que faleceu em 1998.

A nova edição de "RAM", que foi lançado originalmente em 1971, chegará ao mercado em três formatos diferentes: padrão, um especial com dois CDS e a caixa "SuperDeluxe", que inclui quatro discos, um DVD, um livro, um vinil e as faixas em formato digital.

Assim como nos relançamentos de "McCartney" e "McCartney II", o ex-Beatle supervisionou todos os detalhes do processo. "Me lembra os meus dias de hippie e a atitude livre em que ele foi concebido. Espero que vocês desfrutem", assinala Macca em seu site.

A gravação de "RAM" foi realizada em Nova York e contou com a participação, entre outros, do baterista Denny Seiwell e dos guitarristas David Spinozza e Hugh McCracken.

O relançamento de "RAM" faz parte do projeto "The Paul McCartney Archive Collection", que pretende resgatar os principais sucessos de Paul McCartney em versões remasterizadas.
Fonte:agência EFE

segunda-feira, 26 de março de 2012

Roger Waters chega ao Brasil com "The Wall - Live"; turnê começou neste domingo em Porto Alegre

Depois de dois shows em Santiago e nove apresentações somente em Buenos Aires, Roger Waters traz a grandiosa turnê "The Wall - Live" ao Brasil. O ex-baixista do Pink Floyd começa neste domingo (25) a perna brasileira de sua excursão pela América do Sul. O primeiro show, na noite de domingo, é em Porto Alegre no Estádio Beira-Rio, a partir das 20h. Depois, o músico segue para o Rio de Janeiro (Estádio Olímpico João Havelange) na quinta-feira (20) e para São Paulo (Estádio do Morumbi) nos dias 1º e 3 de abril.
O show de cerca de duas horas, escrito e produzido por Roger Waters, traz efeitos especiais como as imagens de Gerald Scarfe, o avião batido, o som quadrafônico, e o famoso porco voador do Pink Floyd. Em certo momento, o cantor homenageia pessoas que perderam suas vidas em guerras, e o brasileiro Jean Charles de Menezes, morto no metrô de Londres em 2005, também é lembrado.

Os famosos versos de "Another Brick in The Wall - Part 2", que um dia serviram para criticar o sistema educacional britâniico, ganharão novas vozes na passagem de Roger Waters. Os shows em São Paulo terão a participação de um coral de 15 crianças do Instituto Baccarelli, de Heliópolis. No Rio, serão 15 adolescentes da escola de música da Rocinha.

Em cada local de apresentação é construída uma parede de 137 metros de largura e 11 metros de altura. Os 424 tijolos utilizados são reciclados e re-reciclados após o uso. Ao todo, são usadas 57 toneladas de equipamentos de chão, 55 toneladas de cenário, 32 quilômetros de cabos, 172 alto-falantes, 23 projetores, 21 caminhões e 12 mesas de som.

É preciso uma equipe de 66 pessoas para montar o show, fora a equipe local, com mais 80 pessoas. O arquiteto Mark Fisher, que também é responsável pela montagem da turnê "360º", do U2, cuidará do equipamento visual e sonoro que acompanha Waters nos palcos.

Antes da turnê atual, que passou pelos Estados Unidos e Europa, o show havia sido realizado apenas 29 vezes entre 1980 e 1981, e em julho de 1990, em Berlim, quando foi celebrada a queda do muro em apresentação para quase 500 mil pessoas na Potsdamer Platz.

Originalmente lançado em novembro de 1979 e tocado pela primeira vez ao vivo em 1980, o álbum "The Wall" foi o mais vendido daquele ano e ainda está entre os cinco discos mais vendidos de todos os tempos nos EUA. Também se tornou filme, dirigido por Alan Parker, com roteiro de Roger Waters, lançado em 1982.

ROGER WATERS EM PORTO ALEGRE

Quando: 25 de março de 2012
Onde: Estádio Beira Rio
Quanto: R$ 180 (cadeira descoberta), R$ 240 (pista), R$ 240 (anel inferior), R$ 280 (cadeira coberta), R$ 500 (pista prime)
Ingressos: www.ticketsforfun.com.br, 4003-5588, nos pontos de venda autorizados e na loja Multisom.

ROGER WATERS NO RIO DE JANEIRO

Quando: 29 de março de 2012
Onde: Engenhão
Quanto: R$ 180 (superior oeste), R$ 180 (superior leste), R$ 250 (pista), R$ 300 (inferior oeste), R$ 300 (inferior leste), R$ 600 (pista prime)
Ingressos: www.ticketsforfun.com.br, 4003-5588, nos pontos de venda autorizados e na bilheteria oficial, no Citibank Hall/RJ.

ROGER WATERS EM SÃO PAULO

Quando: 1º e 3 de abril
Onde: Estádio do Morumbi
Quanto: de R$ 180 (PNEs) a R$ 600 (setor prime)
Ingressos: www.ticketsforfun.com.br, 4003-5588, nos pontos de venda autorizados e na bilheteria oficial, no Citibank Hall/SP.
Fonte:uol.com

Green diz que novo álbum será "Uma grande e poderosa declaração"

A banda Green Day, que está gravando seu novo álbum, liberou um vídeo feito dentro do estúdio de gravação. O trabalho será o sucessor do álbum "21st Century Breakdown". As informações são do site NME.

No vídeo, o frontman Billie Joe Armstrong diz que o progresso nas gravações do novo álbum tem "um novo som e que está mexendo com a cabeça dele". Rob Cavallo, produtor do grupo, fala mais mais no vídeo que os integrantes e disse que: " Tem que ter colhões para fazer isto. Cada acorde de cada instrumento é super importante e eles adicionaram uma coisa muito bacana. Quando estiver pronto será 'Uau, este é uma grande e poderosa declaração'". Assista o vídeo aqui.
A banda disse em outros vídeos que seu nono álbum irá mexer com alguns conceitos dos últimos dois discos, "American Idiot" e "21st Century Breakdown" e que as faixas serão mais diretas.

No começo de março, o Greeny Day confirmou as primeiras datas de shows e será a atração principal dos festivais Summer Sonic e France's Rock En Seine no Japão em agosto e do I-Day Festival em Bologna, na Itália no começo de setembro. O musical da banda, " American Idiot" está em cartaz nos Estados Unidos e irá a Londres no final do ano para uma termporada de três meses que terminará em dezembro.
Fonte:uol.com

"Nós só transamos no intervalo do programa de TV preferido de Ozzy", conta Sharon Osbourne

Ozzy Osbourne tem pressa na hora do sexo para não perder seu programa de TV preferido. Sua mulher, Sharon Osbourne, deixou escapar detalhes sobre sua vida sexual em entrevista ao jornal britânico The Sun. Segundo ela, o casal mantém relações entre os programas preferidos do músico na televisão.
Isso significa que o sexo dura alguns poucos minutos para que Ozzy não perca nem uma fala do programa Late Show with David Letterman. "Nós fazemos sexo em horários bem determinados. Ozzy adora David Letterman. Ficamos deitados na cama esperando pelo programa e ele diz: 'Temos algum tempo antes do monólogo de Letterman, vamos lá?’."

Sharon acrescentou que a relação, além de rápida, não é das mais românticos. "Eu me deito de costas e fico pensando em outras coisas” Ao que parece, um dos casais mais badalados do e polêmicos do mundo da música estão vivendo uma fase de mudanças.

Há alguns anos atrás Ozzy se gabava ao contar que era capaz de pular como uma britadeira na estrada em cima de Sharon a noite inteira. O músico costumava tomar quatro cartelas de estimulantes sexuais antes de entrar em ação. Talvez sua mulher esteja com saudade dessa época.
Fonte:virgula.com

sexta-feira, 23 de março de 2012

O início, o fim e o meio: em artigo para o UOL, Marcelo Nova relembra devoção, encontros e parceria com Raul Seixas

Em outubro de 1988, o roqueiro baiano e fundador da banda Camisa de Vênus, Marcelo Nova, convidou o amigo Raul Seixas para voltar aos palcos depois de cinco anos de hiato. Raul andava mal das pernas, com a saúde debilitada pelo abuso do álcool, e sua carreira havia sido colocada no ostracismo. "Marceleza, será que eu estou em forma?", perguntou o maluco beleza a Nova. "Quem é rei não perde a majestade, Raulzito", devolveu o pupilo, que no ano que se seguiu embarcou com Raul em uma turnê pelo país que só se encerrou em 21 de agosto de 1989, dia da morte do ídolo e antevéspera do lançamento do primeiro e único disco em parceria da dupla.

Por ocasião do lançamento de "Raul - O Início, o Fim e o Meio", documentário sobre o cantor que estreia nesta semana nos cinemas brasileiros, o UOL convidou Nova para dividir essa e outras memórias de sua relação com Raulzito. Confira a seguir o depoimento exclusivo:


A primeira vez que vi Raul Seixas foi em Salvador, no início dos anos 60, no Instituto de Reabilitação da Criança Defeituosa, entidade idealizada e dirigida pelo Dr. Fernando Nova, meu pai, que no final de cada ano promovia uma festinha para crianças portadoras de poliomielite.

Lembro que numa delas, entre apresentações de palhaços e mágicos, repentinamente surgiram dois adolescentes. O primeiro trazia uma vitrola portátil numa das mãos e ainda empurrava um carrinho de bebê, no qual estava o outro garoto vestido de nenê, com mamadeira, chupeta e demais acessórios. O que estava em pé liga a vitrola, põe o disco "O Boogie do Bebê" e começa a fazer uma dublagem embalada por passos de rock n' roll e requebros "elvinianos".
Houve subitamente um breque musical e o "bebê" se ergue no carrinho, joga a chupeta no chão e balbucia qualquer coisa. O outro dá-lhe uma bofetada e segue dançando para a gargalhada geral de quem, assim como eu, assistia atentamente à performance. O que estava vestido de bebê chamava-se Waldir Serrão. O frenético dançarino de topete atendia pelo nome de Raul Seixas. Eram os sócios-fundadores do "Elvis Rock Clube" e tinham uns 16 ou 17 anos.

Ainda não sabia que Raul morava na Graça, o mesmo bairro que eu [em Salvador]. E foi lá mesmo, na Graça, que alguns anos depois aconteceu a FIT (Feira de Indústria e Tecnologia), onde vários stands anunciavam, promoviam e vendiam as novas "maravilhas": televisores, liquidificadores e fogões tinham as suas virtudes enaltecidas por belas garotas de minissaia, sentadas em convidativas poltronas e exibindo coxas que levavam garotos como eu ao êxtase.

Perto do final do expediente, porém, elas sempre terminavam saindo com alguém mais velho, o que, se por um lado frustrava, por outro era o sinal de que iria começar o musical de encerramento das atividades da feira com a melhor banda de rock n' roll: Raulzito e Os Panteras.
Foi através deles que obtive meu primeiro contato imediato com o rock n' roll. Tinha já compactos e LPs de Little Richard, Elvis, Beatles e Stones, mas jamais havia visto nada disso ao vivo. Raulzito, vestido com um casaco de couro, tremia, dançava e se jogava no chão, provocando estranhamento em boa parte da plateia, habituada a performances mais corriqueiras. "Há muito tempo atrás, na velha Bahia, eu imitava Little Richard e me contorcia, e as pessoas se afastavam pensando que eu 'tava tendo um ataque de epilepsia'", diria ele em "Rock N' Roll", música que fizemos juntos em 1989.

Os Panteras rosnavam e rugiam tanto que, no final do show, dezenas de garotas disputavam o privilégio de uma aproximação, desejando e ao mesmo tempo temendo ser mordidas. E eu voltava para a casa andando, com o coração acelerado, lembrando de cada momento e alegre por constatar que havia algo mais na Bahia além das fitinhas do Bonfim, acarajés e abarás.

De Raulzito a Raul, o porta-voz de domésticas, profissionais liberais e intelectuais
Alguns anos mais tarde, Raul se mudou para o Rio de Janeiro e eu só voltaria a vê-lo pela TV, no Festival Internacional da Canção, em 72, cantando "Let Me Sing, Let Me Sing". E foi logo depois, através de discos como "Krig Ha Bandolo", "Gita", e "Novo Aeon "que ele deixaria de ser Raulzito, o cantor de rock n' roll para tornar-se Raul Seixas, o compositor que imprimiu altas doses de pertinência, mordacidade, sarcasmo, reflexão e inteligência no texto da música brasileira.

Sozinho, ou em parceria com Paulo Coelho, escrevia para um público heterogêneo (empregadas domésticas, profissionais liberais e intelectuais incluídos). E, como um caso único, fazia-se não só compreender, mas também o mais importante, dava a chance ao ouvinte de compartilhar e se identificar com o que era dito. Não era ingênuo como o rock que o antecedeu nem tão pouco partilhava a pseudo-poesia de lugares-comuns (com raras exceções) da MPB da época.
Seus shows transformaram-se no despacho literal da bagagem libertária que trazia dos anos 60. Em 1976, na concha acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, durante uma apresentação, Raul despe-se no palco. "Essa é minha terra, e nela fico do jeito que quero." Incontinente, manda o público jogar fora as carteiras de identidade. "Não existem fronteiras na Terra que transformem seres humanos em números", dizia Raul, provocando uma verdadeira chuva de cédulas verdes e uma terrível dor de cabeça em quem precisasse delas nos dias seguintes.
A essa altura a parceria com Paulo Coelha já havia esfriado, mas Raulzito, agora ao lado de Cláudio Roberto, continuava emplacando hits que se tornariam clássicos como "Maluco Beleza", "Aluga-se" e "Rock das Aranha". Esta última, no período de seu lançamento, em 1980, foi proibida de execução em rádio.

Encontro no Circo
Nessa época, eu já havia formado o Camisa de Vênus e em 1982 iria com a banda para o Rio de Janeiro, onde havia uma cena incipiente com novos grupos que surgiam de vários cantos do país. E o local obrigatório para todos se apresentarem era o Circo Voador. Foi lá, numa noite no final de 1983, que o Camisa de Vênus se apresentou em uma casa não muito cheia, mas com um convidado muito especial na plateia.

Maria Juçá, que produzia todos os eventos e até hoje comanda o Circo Voador, me disse no camarim que Raul Seixas tinha acabado de chegar pois queria me conhecer. Como ele costumava ironizar todo o rock brasileiro, achei que ela estivesse brincando. Não estava. Ele chegou, ela nos apresentou e no final do meu set, com a maior cara-dura, convidei-o ao palco. Para minha surpresa (eu achava que ele não iria topar) e indescritível satisfação, ele entrou vestido de jeans e com uma enorme bota de cowboy até os joelhos.
Tocamos um medley de rock dos anos 50, "Be Bop A Lula", "Blue Suede Shoes", "Whole Lotta Shakin' Going On" e no final apertamos as mãos. Um ano depois, em São Paulo, fui no camarim de um show que ele havia feito, conversamos, trocamos endereços e, a partir daí, estabeleceu-se entre nós uma relação de amizade que perduraria até sua morte.
Neste período ele, que já havia lançado o disco "Metrô Linha 743" (cuja música título e letra desconcertante e surreal até hoje me provoca uma estranha sensação de desconforto ao ouvi-la), afastou-se dos palcos com a intenção de dedicar-se apenas a trabalhos de estúdio: "Esse negócio de show é doideira. Nego quer me pagar, me esticar, me matar. Eu não sou John Lennon e tenho medo de levar um tiro lá em cima. No estúdio eu gosto mais. Posso ficar que nem o Professor Pardal fazendo minhas experiências."

Back to Bahia
Em 1987, ambos morando em São Paulo, saiu nossa primeira parceria, "Muita Estrela, Pouca Constelação", que cantamos juntos no último disco do Camisa. Depois do final do grupo empenhei-me na formação de minha nova banda, Envergadura Moral, e na gravação do meu primeiro disco solo. Como Raul também estava envolvido com seu disco "A Pedra do Gênesis", ficamos alguns meses sem nos ver.

Finalmente, numa noite de outubro de 1988, saímos para jantar e o convidei para ir até a Bahia, onde eu faria dois shows. Como ele havia encerrado o quinto casamento e estava bastante abatido, pareceu-me que uma viagem seria boa para o espairecer. Ao chegarmos em Salvador, ele havia decidido que chegara o momento de quebrar uma abstinência de cinco anos de palco:

- Marceleza, será que eu estou em forma?

- Quem é rei não perde a majestade, Raulzito.

Quando finalizei o meu set e o anunciei, a plateia veio literalmente abaixo, pulando o fosso que a separava do palco. Era a volta do precursor do rock brasileiro em texto e atitude. Do cara que hipnotizava multidões. De um rebelde verdadeiro que ironizava o sistema, que provocava e também convocava seu público a pleitear uma sociedade alternativa a se desenvolver no âmago de cada um.
Encerrado o show, estávamos todos tão contentes, ele, eu e a essa altura nossa banda, a Envergadura Moral, que resolvemos fazer mais uns dois ou três shows juntos para vermos como ficava. Os dois ou três vieram rápido, e com eles a vontade de fazer mais. A cada show, apesar do visível estrago que muitos anos de álcool ininterrupto fizeram no seu organismo, debilitando-o e dificultando a sua locomoção, eu me emocionava descobrindo, naquela face precocemente envelhecida, o rosto do garoto que me fez vibrar e acreditar que eu também encontraria o meu caminho.

Estar ali com ele compartilhando o mesmo palco tinha para mim um significado único: não era apenas a junção de dois artistas de gerações diferentes que celebravam suas afinidades através da linguagem comum do rock n' roll. Era o meu passado que se encontrava com o meu presente 25 anos depois, fazendo com que o caos da estrada, a solidão dos quartos de hotel, o desconforto dos ônibus e aeroportos, o amargo dos chocolates e cafés e as imagens fragmentadas da noite anterior fizessem sentido.

A essa altura, já tínhamos várias músicas em parceria, e quando surgiu o convite de Andre Midani, então presidente da Warner do Brasil, para gravarmos um disco juntos, Raul me disse: "Somos nós dois. Vai ser a panela do diabo, Marceleza..." E assim foi. Gravamos o disco em um mês e, à medida que nos aproximávamos do fim, íamos nos certificando de que este era um trabalho que iria ficar. Faltavam apenas dois dias para o lançamento quando fomos surpreendidos pela sua morte.

Raul foi um artista que em vida sempre se expôs, sempre se posicionou, que cometeu todos os excessos possíveis e também os inimagináveis, que vivia o que cantava e cantava como vivia, sem ter tempo para as previsíveis estratégias de marketing que ainda hoje dominam o mercado fonográfico. Através dele, milhões de pessoas tiveram a oportunidade de confrontar a arte em seu sentido mais amplo - impactante, corrosiva, febril e passional. Levou às últimas consequências o "faz o que tu queres" e pagou o preço pois, no final, ele sabia que "há de ser tudo da Lei".


* Marcelo Nova, 60, é cantor e compositor. Trabalhou como radialista, crítico musical e, nos anos 80, fundou a banda de punk rock Camisa de Vênus, em Salvador, com a qual se apresenta esporadicamente até hoje. Em 1989, lançou o disco "A Panela do Diabo", com Raul Seixas.
Fonte:uol.com

Ex-Dead Kennedys: Jello Biafra começa turnê no Brasil neste sábado

Uma das principais figuras do punk mundial faz quatro shows no Brasil a partir deste sábado (24). O ex-vocalista do Dead Kennedys, Jello Biafra, apresenta-se em São Paulo (24), Curitiba (25), Porto Alegre (27) e Rio de Janeiro (28).

O músico norte-americano virá acompanhado de sua atual banda, The Guantanamo School of Medicine: Ralph Spight (guitarra), Kimo Ball (guitarra), Paul Pelle (bateria) e Billy Gould (baixo/Faith No More). Eles estão promovendo o álbum ‘Enhanced Methods of Questioning’ (2011).

São Paulo
Data: 24/03 (sábado)
Local: Beco 203
Endereço: Rua Augusta, 609 - Consolação
Ingressos: R$ 60 (1º lote) e R$ 80 (2º lote)
Informações (11) 2339-0358 / 3229-7442
Vendas online: www.ticketbrasil.com.br/evento/jello-sp

Curitiba
Data: 25/03 (domingo)
Local: Espaço Cult
Endereço: Rua Doutor Claudino dos Santos,72 - São Francisco
Ingressos: R$ 60 (1º lote) e R$ 80 (2º lote)
Vendas online: www.ticketbrasil.com.br

Porto Alegre
Data: 27/03 (terça)
Local: Beco 203
Endereço: Av. Independência 936
Ingressos: R$ 60 (1º lote), R$ 70 (2º lote) e R$ 80 (3º lote)
Vendas online: www.ticketbrasil.com.br

Rio de Janeiro
Data: 28/03 (quarta)
Local: Teatro Odisséia
Endereço: Av. Men de Sá, 66 - Lapa
Ingressos: R$ 55 (promocional antecipado/limitado) e R$ 65 (meia-entrada ou nome na lista)
Vendas online: http://listaamiga.com/jellobiafra
Fonte:revista guitar player

quinta-feira, 22 de março de 2012

Rolling Stones comemoram 50 anos de carreira com documentário e biografia autorizada

Depois de anunciar que sua turnê comemorativa vai ficar para 2013, a banda inglesa Rolling Stones comemora 50 anos de carreira com o lançamento de um documentário que traça sua trajetória. Dirigido por Brett Morgen, produzido por Victoria Pearman e co-produzido por Morgan Neville, o filme é considerado o único oficial sobre o quarteto.

O diretor promete horas de material inédito sobre a banda, tirado direto dos acervos pessoais dos músicos, que também emprestam seus depoimentos ao filme. "Para todos aqueles que querem conhecer e experimentar o som da banda, esse longa-metragem vai desafiar as convenções e criar um caleidoscópio de imagens e sons que transportará os espectadores direto para o centro do mundo dos Stones", disse em comunicado.

Apesar da formação ter sido feita em 25 de maio, a banda só lançará o filme em setembro de 2012. Antes disso, uma biografia autorizada deve ser apresentada ao público em julho deste ano. Editada pela Thames & Hudson, terá fotos e depoimentos também de Mick, Keith, Ron e Charlie.
Fonte:uol.com

quarta-feira, 21 de março de 2012

Paul McCartney toca em Florianópolis em abril, diz site

O ex-beatle Paul McCartney vai se apresentar em Florianópolis, no dia 25 de abril. As informações são do site do jornal Diário Catarinense, do grupo RBS, responsável pela apresentação. Segundo a reportagem, o contrato foi assinado nesta terça-feira (20), e a apresentação será realizada no Estádio da Ressacada, na região sul da ilha.

A última apresentação do ex-beatle no Brasil foi em maio de 2011, no Rio de Janeiro. Ele retornou 21 anos depois de se apresentar pela 1º vez no país, na mesma cidade. Antes, com a mesma turnê, ele já havia passado por São Paulo e Porto Alegre.
McCartney lançou em fevereiro seu mais recente disco de estúdio, "Kisses on the Bottom". O disco tem apenas duas músicas inéditas, "My Valentine", com participação de Eric Clapton, e "Only Our Hearts", com Stevie Wonder. O resto é composto por regravações de standards dos anos 50 em estilo jazzy/retrô.
Fonte:uol.com

terça-feira, 20 de março de 2012

Randy Rhoads: morte do mestre completa 30 anos

Há exatos 30 anos, o mundo perdia Randy Rhoads, o mago que fez dos dois primeiros discos-solo de Ozzy Osbourne se transformarem em obras-primas do rock/metal. O guitarrista morreu em um acidente com um avião de pequeno porte durante a turnê de promoção de 'Diary of a Madman', na manhã de 19 de março de 1982. Nascia ali o mito que vem atravessando os anos e angariando cada vez mais admiradores, anônimos e famosos.

Um dos fieis seguidores do legado de Rhoads é Zakk Wylde, que alguns anos após a tragédia estaria ocupando justamente o principal posto da banda do ex-vocalista do Black Sabbath. O site MusicRadar publicou um papo com o líder do Black Label Society.

"O testemunho da grandeza de Randy é o fato de que todos ainda se lembram. Sempre que meus colegas e eu nos juntamos, não podemos deixar de falar sobre Randy Rhoads". Comentou Wylde. "Digamos que ele não tivesse ido à taberna de Deus quando o bom Senhor precisou dele. Digamos que apenas tenha se afastado de tudo [da cena musical] para voltar a se dedicar ao ensino, coisa que estava considerando fazer. Ele não estava tão confortável assim com a coisa da fama e de tocar em lugares grandes. [Mesmo se não tivesse morrido e tivesse voltado a se dedicar aos estudos, longe da banda de Ozzy] Ainda seria uma lenda total pelo que fez nesses dois primeiros discos de Ozzy Osbourne. O que conseguiu em apenas um par de anos é pra lá do melhor dos melhores. Ele fez em dois álbuns o que a maioria dos caras não consegue em vinte álbuns. Isso é muito notável".

A edição deste mês da Guitar Player traz um texto especialmente feito para lembrar a memória de Randy Rhoads, cujos clássicos incluem 'I Don't Know', 'Mr. Corwley', 'Crazy Train', 'Suicide Solution', 'Flying High Again', 'Over the Mountain' e 'Diary of a Madman'.
Fonte:revista guitar player

Europe: guitarrista libera streaming do novo álbum da banda

John Norum liberou prévias das faixas que compõem o novo álbum do Europe, que será lançado no dia 27 de abril via earMusic/Edel (Hellion Records no Brasil). Quem quiser conferir o streaming pode acessar a página oficial do guitarrista sueco.

Batizado 'Bag of Bones', o trabalho foi produzido por Kevin Shirley (Iron Maiden, Journey) e terá a participação de do blues-roqueiro norte-americano Joe Bonamassa. São onze canções, sendo 'Not Supposed to Sing the Blues' o single de estreia – apresentado no último dia 9. Veja abaixo o repertório completo de 'Bag of Bones':

01. Riches to Rags
02. Not Supposed to Sing the Blues
03. Firebox
04. Bag of Bones
05. Requiem
06. My Woman My Friend
07. Demon Head
08. Drink And a Smile
09. Doghouse
10. Mercy You Mercy Me
11. Bring It All Home
Fonte : revista guitar player

segunda-feira, 19 de março de 2012

Ex-Led Zeppelin, Jimmy Page lançará canções inéditas dos anos 70

Jimmy Page, co-fundador do Led Zeppelin, anunciou o lançamento de seis faixas inéditas que ele gravou em seu estúdio caseiro no começo dos anos 70. O projeto Lucifer Rising and Other Sound Tracks estará disponível para venda exclusivamente no site oficial do músico (www.jimmypage.com) a partir de terça-feira (20)

A faixa título do disco deveria fazer parte da trilha sonora do curta-metragem Lucifer Rising, de 1972, mas isso não aconteceu. As outras canções são "composições avant-garde e experimentais", feitas para outros projetos.

Todas as faixas foram remixadas e serão acompanhadas de notas e comentários para ajudar o ouvinte na audição.

O álbum será lançado em discos de vinil, em versões "padrão" ou "de luxo". As primeiras 93 cópias da versão de luxo serão autografadas por Page.



Confira as faixas do disco:

Lado 1

1) Lucifer Rising

Lado 2

1) Incubus

2) Damask

3) Unharmonics

4) Damask – Ambient

5) Lucifer Rising – Percussive Return
Fonte:virgula.com

Aerosmith libera música para a trilha do filme 'G.I. Joe: Retaliation'

O vocalista do Aerosmith, Steven Tyler, revelou em uma entrevista que a banda contribuirá com a trilha sonora do filme "G.I. Joe: Retaliation". As informações são do site NME.

A faixa, chamada "Legendary Child" é uma músicas que foi cortada do álbum da banda de 1991, "Get A Grip". O site da gravadora do Aerosmith, a Roadrunner, comunicou que o grupo está em processo de mixagem da música, que também pode aparecer no próximo álbum de estúdio do Aerosmith.
Para o novo trabalho, o Aerosmith está trabalhando com o produtor Jack Douglas, que colaborou com a banda nos álbuns "Toys In The Attic" de 1975 e "Rocks", de 1976.

Em uma entrevista no tapete azul da estreia da nova temporada do reality show 'American Idol', em que Tyler é um dos jurados, o cantor disse que espera que a banda termine o novo álbum em maio, bem a tempo de incluir as novas músicas no setlist da banda , que anunciou uma nova turnê que começará em junho.
Fonte:uol.com

sexta-feira, 16 de março de 2012

Rolling Stones prepara documentário com 80% de imagens inéditas

Os Rolling Stones adiaram sua turnê de 50 anos, mas toda a história da banda será contada em um novo documentário, dirigido por Brett Morgen (O Show Não Pode Parar).

A estreia está prevista para setembro, quando começam as comemorações do aniversário da banda, formada em 1962. Este será o primeiro filme a passar por todas as fases da banda.

"Ninguém nunca montou a história como uma narrativa. Olhamos embaixo de cara pedra, vasculhamos o arquivo deles. Será como uma música nunca ouvida antes e já fiz mais de 50 horas de entrevistas com eles. Quando terminarmos, será a entrevista em grupo mais longa que eles já terão feito", declarou o diretor, em entrevista à Rolling Stone estadunidense.

Keith Richards, por sua vez, mostrou-se surpreso com a quantidade de material inédito que entrará no longa. "Ele [Morgen] me disse que 80% das imagens nunca foram vistas antes, o que me surpreende. Não sabia que tinha tanta coisa", declarou o guitarrista.

O filme ainda não tem título divulgado. Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts cuidam da produção-executiva.
Fonte:Omelete

quinta-feira, 15 de março de 2012

Bruce Springsteen desbanca Adele no topo da lista da Billboard

Pouco mais de uma semana depois de seu lançamento, o novo disco de Bruce Springsteen, intitulado "Wrecking Ball", conseguiu superar o premiado "21", da cantora Adele, e assumiu o topo da lista de vendas da revista Billboard com pouco mais de mil cópias de diferença.

A liderança assumida pelo novo álbum de Springsteen encerra o período mais longo de Adele à frente da Billboard americana, posição que ocupava desde o dia 14 de janeiro.

Desde o lançamento do álbum "21", em fevereiro de 2011, a cantora inglesa ficou 23 semanas no topo da Billboard com o disco mais vendido. Estes números fizeram do último álbum de estúdio de Adele o trabalho feminino que mais tempo liderou as vendas nos Estados Unidos, onde superou os 8 milhões de cópias vendidas.

Além de liderar as vendas em seu país, com 196 mil cópias, o novo trabalho de Springsteen também conseguiu alcançar o número um em outros países, como Espanha, Inglaterra, Suécia e Alemanha.

Com este novo êxito, Springsteen empata com Elvis Presley como o terceiro artista com mais números um, sendo dez no total. O musico americano só fica atrás do rapper Jay-Z, com 12, e dos Beatles, com 19.
Fonte : agência EFE

Roger Waters | Show no Rio de Janeiro terá coral de jovens da Rocinha

O show de Roger Waters no Rio de Janeiro terá participação de alunos da escolha de música da Rocinha.

Segundo o jornal O Globo, o coral de 15 adolescentes, de 11 a 17 anos, participarão do refrão da clássica canção "Another Brick in the Wall". O show acontece no estádio Engenhão em 29 de março.
Fonte:Omelete

Digão, do Raimundos, após reencontro com Rodolfo: "Ele não sabe o que é amor"

O reencontro ocorreu por acaso, no aeroporto de Congonhas, na última sexta-feira (9). Na ocasião, Rodolfo pediu para tirar uma foto com Digão e com o baixista Canisso, e postou no Twitter com a legenda "Velhos amigos, novos tempos. Que Deus os abençoe".

Rodolfo deixou a banda em 2001 após se tornar evangélico. Atualmente ele tem um projeto solo, totalmente dedicado à música gospel.

Em um longo texto, Digão não se mostrou muito à vontade em rever o ex-companheiro de banda, e destacou que, apesar de estar tranquilo no Raimundos, não conseguiu superar a separação.

"Essa semana, depois de 11 anos, reencontrei o Rodolfo no aeroporto de Congonhas, ele me abraçou e disse... 'Eu te AMO cara, não escuta o que os outros falam, escuta de mim...'", relembrou Digão.

"Já que ele postou a foto com esse dizeres, eu digo o que senti por aqui (...) quando ele disse que me 'amava', preferi não dizer nada na hora, não achei oportuno e quando não se tem algo bom a dizer é melhor ficar calado. O que penso a respeito não mudou".

"Rodolfo não sabe o que é AMOR, AMOR não se mede em palavras, se mede nas atitudes! O direito dele acaba onde começa o nosso e que não foi respeitado naquela época! Usar a palavra de Deus contra o que até hoje engorda a sua renda (o Raimundos, que é o único motivo que lhe dá certa "moral" dentro de sua religião), seria o mesmo que um jogador, num mesmo jogo, fizesse gol para os dois times", comparou.

Para finalizar, Digão ressaltou que perdoa Rodolfo, mas que não o considera um amigo.

"Eu o perdõo (sic), são novos tempos, mas por suas atitudes não somos 'Velhos amigos'. Espero que ele siga seu caminho e sorria e seja feliz tanto quanto eu".

No ano passado, surgiram boatos de uma possível reunião da formação clássica do grupo - que ainda inclui o baterista Fred - mas foi desmentida pelas duas partes.

O Raimundos segue em turnê de divulgação do álbum ao vivo Roda Viva, e planeja um novo disco de inéditas para este ano.
Fonte:virgula.com

quarta-feira, 14 de março de 2012

Courtney Love diz que música do Nirvana em "Os Muppets" "violentou" memória de Cobain

A cantora Courtney Love está furiosa com a interpretação de “Smells Like Teen Spirit” em “Os Muppets”, dizendo que o uso da música no filme foi indevido e “violentou” a memória de seu ex-marido e vocalista do Nirvana Kurt Cobain, disse o site TMZ.

A vocalista da banda Hole afirmou que é a única detentora dos direitos da música de Cobain, que cometeu suicídio em 1994, e que ela não permitiu a utilização de “Smells Like Teen Spirit” no filme de 2011.

O site TMZ diz, no entanto, que Love vendeu metade de seus direitos para um companhia chamada Primary Wave Music, incluindo o direito de distribuir o catálogo inteiro do Nirvana. A Primary Wave aprovou o hit do Nirvana no filme dos muppets, assim como os dois ex-integrantes da banda grunge Krist Novoselic e Dave Grohl.
Fonte:uol.com

terça-feira, 13 de março de 2012

CREEDENCE CLEARWATER REVISITED: SHOWS NO BRASIL A PARTIR DESTA SEMANA

O Creedence Clearwater Revisited começa nesta quarta-feira (14) sua nova turnê pelo Brasil. A banda, que tem Stu Cook (baixo) e Doug Clifford (bateria) – remanescentes do que foi o Creedence Clearwater Revival –, fará seis apresentações no país. Os shows serão nos seguintes lugares:

- Curitiba (14/03, Teatro Positivo)
- Porto Alegre (15/03, Pepsi on Stage)
- Foz do Iguaçú/PR (17/03, Ono Teatro)
- Rio de Janeiro (18/03, Citibank Hall)
- Florianópolis (24/03, Passarela Nego Querido)
- São Paulo (25/03, Credicard Hall).

A última vez que eles estiveram por aqui foi em 2006. Para executar clássicos como 'Proud Mary' e 'Have You Ever Seen the Rain?', Cook e Clifford contam com Steve Gunner (guitarra e teclado), Tal Morris (guitarra) e John Tristao (voz e guitarra).

Veja abaixo as informações de cada show:

Creedence Clearwater Revisited no Brasil

Curitiba
Data: 14/03 (quarta)
Local: Teatro Positivo
Endereço: Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 - Campo Comprido
Ingressos: www.diskingressos.com.br
Informações: (41) 3317-3107 / 3315-0808 / 3077 7393

Porto Alegre
Data: 15/03 (quinta)
Local: Pepsi on Stage
Endereço: Av. Severo Dullius, 1995 - São João
Ingressos: www.showebola.com.br
Informações: (51) 8401-0104

Foz do Iguaçú/PR
Data: 17/03 (sábado)
Local: Ono Teatro Bar
Endereço: Rua Rosa Cirilo de Castro, 85 - Pólo Centro
Ingressos: www.onoteatrobar.com
Informações: (45) 3027-5700 / 3027-5704

Rio de Janeiro
Data: 18/03 (domingo)
Local: Citibank Hall
Endereço: Av. Ayrton Senna, 3000 - Shopping Via Parque - Barra da Tijuca
Ingressos: www.ticketsforfun.com.br
Informações: 4003 5588

Florianópolis
Data: 24/03 (sábado)
Local: Centro Sul
Endereço: Avenida Governador Gustavo Richard – Centro
Ingressos: www.blueticket.com.br

São Paulo
Data: 25/03 (domingo)
Local: Credicard Hall
Endereço: Av. das Nações Unidas, 17.981 - Santo Amaro
Ingressos: www.ticketsforfun.com.br
Informações: 4003 5588

BOB DYLAN: ELEMENTOS DA MÚSICA MEXICANA EM PRÓXIMO DISCO DE INÉDITAS

Bob Dylan está gravando um novo álbum de inéditas em Los Angeles. Quem revelou a informação foi David Hidalgo (Los Lobos), que gravou instrumentos típicos da música mexicana do trabalho. De acordo com ele, incluir esse tipo de textura no sucessor de 'Together Through Life' (2009) não estava nos planos.

Trabalhar com Dylan novamente – Hidalgo participou dos dois últimos registros do ícone norte-americano – "foi uma grande experiência, e diferente", descreveu recentemente ao The Aspen Times. "Cada um [dos discos que gravou] foi diferente, todos com abordagens completamente diferentes. É uma coisa incrível o jeito como ele mantém a criatividade. Não tenho ideia de como faz isso".

Dylan fará seis apresentações no Brasil em abril. O lendário cantor e guitarrista norte-americano passa por Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, onde faz dois shows, e Porto Alegre. Veja abaixo as informações de cada evento:

Rio de Janeiro
Data: 15/04 (domingo)
Horário: 20h
Local: Citibank Hall
Endereço: Av. Ayrton Senna, 3000 - Shopping Via Parque - Barra da Tijuca

Brasília
Data: 17/04 (terça)
Horário: 21h30
Local: Ginásio Nilson Nelson
Endereço: Setor SRPN - Ginásio de Esportes Nilson Nelson – Asa Norte

Belo Horizonte
Data: 19/04 (quinta)
Horário: 21h
Local: Chevrolet Hall
Endereço: Av. Nossa Senhora do Carmo, 230 – Savassi

São Paulo
Data: 21 e 22/04 (sábado e domingo)
Horário: 22h (sábado) e 20h (domingo)
Local: Credicard Hall
Endereço: Av. das Nações Unidas, 17.981

Porto Alegre
Data: 24/04 (terça)
Horário: 21h
Local: Pepsi on Stage
Endereço: Av. Severo Dulius, 1995
Fonte:revista guitar player

segunda-feira, 12 de março de 2012

Novo álbum do Pearl Jam pode ser experimental

O guitarrista do Pearl Jam, Stone Gossard , deu informações atualizadas sobre as gravações do décimo álbum de estúdio da banda. Gossard, que atualmente está promovendo seu novo álbum de seu projeto paralelo, "Brad", disse que a banda "não está com pressa" e que eles estão a "uma ou duas músicas" de terminar as gravações. As informações são do site NME.

O músico falou em entrevista a revista Rolling Stone sobre o sucessor do álbum "Backspacer", de 2009: " Nós gravamos algumas músicas e vamos gravar e escrever mais algumas. Estamos a uma ou duas músicas de terminar, mas é provável que gravemos mais seis ou sete faixas".

"Eu acho que o principal agora é que nós não estamos com pressa, não existe uma urgência para terminar. O mais importante é que quando o disco sair seja algo que afaste barreiras invés de tentar seguir algo que já fizemos no passado. Agora é um bom período e vamos continuar experimentando para agitar as coisas".

Ele continua: "Queremos que as pessoas pensem 'Isso é meio estranho para o Pearl Jam' e que daqui a 10 anos pensem 'Oh, esse é o meu período favorito deles' o que sempre acontece".

Questionado a descrever as músicas que a banda gravou até agora, Stone diz que o álbum será "algo novo e muito legal" e que a banda fará questão que o som não soe "muito polido".

"É só nós no estúdio, fazendo cada a um a sua parte, não levando as coisas muito a sério. Acho que um dos maiores problemas no rock é que as pessoas pensam muito, dão muita ênfase em deixar as coisas muito perfeitas, tudo muito resolvido. Às vezes não ter esse som todo muito certinho é muito bom"
Fonte:uol.com

Sting e sua mulher são flagrados fazendo sexo em banheiro de balada

Segundo o site E! Online Brasil, o cantor Sting e sua esposa, Trudie Styler, foram pegos de supresa no banheiro da balada The Top of The Standard, em Nova York.

“Uma vez decidimos fazer aqui. Inspecionamos os banheiros”, admitiu o cantor ao jornal New York Daily News.

O casal nunca teve problema em tornar pública sua vida sexual. Recentemente, Sting revelou que gosta de disfarces para esquentar a relação. “Somos muito brincalhões, e eu gosto de um monte de fantasias sexuais, gosto que ela se vista para mim. Quando nós olhamos, sentimos o romance”, disse.

O músico e sua esposa estão casados há 19 anos, têm quatro filhos, e se renderam aos prazeres do chamado sexo tântrico.
Fonte:virgula.com

sexta-feira, 9 de março de 2012

Com show-tributo em SP, emblemático "Cabeça Dinossauro" dos Titãs é desabafo primal do adolescente médio

Houve um tempo em que John Lennon seguia a terapia do grito de Janov, como forma de resolver seus traumas de infância. As explosões guturais de "Mother", por exemplo, vêm daí. De certa forma, "Cabeça Dinossauro" dos Titãs também. Não exatamente como plataforma de catarse da dor reprimida, mas como o desabafo primal do adolescente médio, aquele que não suporta as limitações impostas pela igreja, a família, o Estado, a polícia etc. Não à toa, a capa é ilustrada por um desenho de Da Vinci chamado "A Expressão de Um Homem Urrando".

Agora, o emblemático disco dos Titãs, lançado em 1986, será apresentado na íntegra em uma série de shows em São Paulo, que começa nesta quinta-feira (8) e vai até sábado (10), e depois retorna de 14 ao dia 17, às 21h30, no Sesc Belenzinho. Os ingressos estão esgotados para todas as datas.
Com inteligência e criatividade, os oito Titãs souberam canalizar a insatisfação genérica que vinha sendo abafada desde a ditadura e que ressurgia, naquele ano ainda fragilmente democrático de 1986, como um protesto com alvos muito precisos, mas argumentos bem inespecíficos. Havia algo de podre no ar, e esse algo podia ser tantas coisas que o jeito mais incisivo de expressá-las poderia ser também o menos sofisticado, o menos consciente, o menos intelectualizado.

Mas esse movimento para a essência bruta, essa energia que moveu os Titãs a soltarem um intenso grito em forma de disco é também puramente conceitual. E por isso “Cabeça Dinossauro” é um bem-sucedido encontro da intenção artística objetiva, programática até, com a rebeldia sem causa (ou com muitas causas), difusa, poderosa e quase pueril.
Alguns versos realmente não passariam numa prova de redação do ginásio, mas há uma certa esperteza até nisso, uma ligação direta com o inconsciente coletivo, sem ambiguidades e muito menos sutilezas. A ironia, quando existe, vem montada num mamute. O grito estava mesmo preso na garganta, era preciso extravasar, e os Titãs representaram bem o zeitgeist dos 80, aproveitando algumas manifestações punk mais autênticas, de Ratos do Porão às Mercenárias, e misturando-as ao repertório eclético e pop dos dois discos anteriores da banda.

O resultado é arrasador, um hit atrás do outro (só uma música não foi parar no rádio), alguns deles hinos eternamente adolescentes, feitos para cantar em grandes estádios a plenos pulmões ("Bichos Escrotos", "Polícia", "Igreja", "Estado Violência", "Homem Primata") e também algumas bobagens descartáveis, que parecem mais sobras de outras ideias do disco, como "Tô Cansado", "Porrada" e "Dívidas".

Mais da metade das músicas está na memória de cada brasileiro, desde os que gostam de pagode até os mais roqueiros. No entanto, quatro delas merecem menção especial. A música-título, com sua batida tribal, e o empolgante funk-new wave "O Que" representam mais intensamente que as outras a energia pura do protesto, desabafo ou que nome venha a ter o grito que estava entalado. É o quê? O que não poder ser? Claramente é o velho estado das coisas, os dinossauros do rock, da política, da moral, os velhos e pançudos corruptos, o luxo, o lixo. É a poesia concreta indo aonde o povo está.

"Família" é aquela que destoa de todo o disco, a mais bem-humorada, ensolarada, um reggae amigável, de que até as crianças gostam. E finalmente, "AA UU", a música-grito, talvez a mais emblemática, cujo sentido máximo é ainda mais minimalista que em "O Que". Apesar de conter também uma letra, com sentidos mais ou menos claros, é a essência da manifestação não-verbal, por conta do refrão-título expelido com raiva por Sérgio Britto.

Com todas suas limitações, "Cabeça Dinossauro" é um discaço, cuja ressonância foi ainda mais ampliada pela excelente e providencial produção de Liminha, que soube dar peso ao duo de guitarras, baixo e bateria e, principalmente aos coros em uníssono, marca forte do grupo.

*Daniel Benevides é jornalista e coordenador de comunicação da editora Cosac Naify

TITÃS TOCA "CABEÇA DINOSSAURO" EM SP
Quando: de ontem a sáb (10), e de 14 a 17/03, às 21h30
Onde: Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, 1.000)
Ingressos: esgotados
Informações: 0/xx/11/2076-9700
Fonte:Daniel Benevides
Especial para o UOL

U2, Coldplay e Beck doarão faixas inéditas para nova coletânea de caridade

Uma compilação de caridade vai trazer trilhas inéditas de bandas como U2, Coldplay e Beck; além de versões de faixas de Pearl Jam, Paul Simon e outros. As informações são do site da revista New Musical Express.

“Every Mother Counts Volume 2” traz versões acústicas de “Yellow” do Coldplay, “Original Of The Species” com Bono e The Edge do U2, Eddie Vedder do Pearl Jam participa com “Skipping” e Beck contribui com “Corrina, Corrina”.

Outros artistas que participarão da coletânea são David Bowie, Sade, Seal, Sting e Alanis Morissette. O CD é uma iniciativa da organização Every Mother Counts, que luta contra a mortalidade materna devido a complicações na gravidez.

A compilação poderá ser comprada nos EUA entre os dias 1 e 29 de maio.
Fonte:uol.com

quinta-feira, 8 de março de 2012

Crosby, Stills & Nash confirma três shows no Brasil em maio

O trio Crosby, Stills & Nash vai desembarcar no Brasil, em maio, para três shows. A turnê de David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash passará por São Paulo no dia 10 daquele mês, no Via Funchal; Belo Horizonte no dia 12, Chevrolet Hall; e Rio de Janeiro no dia 13, no Chevrolet Hall.

Os ingressos já estão à venda para o show de São Paulo e custam R$ 140 (mezanino lateral e plateia 2), R$ 190 (mezanino central e plateia 1), R$ 290 (plateia premium) e R$ 390 (plateia vip e camarote). As entradas estão à venda na bilheteria do Via Funchal e pelo site www.viafunchal.com.br.

O inicio das vendas para o show em Belo Horizonte é no sábado (10). Os ingressos custam R$ 160 no 1º lote --serão vendidos bilhetes até o 5º lote com o acréscimo de R$ 20 a cada novo lote-- e podem ser comprados na bilheteria do Chevrolet Hall e pelo site www.ticketsforfun.com.br.

Para o show do Rio de Janeiro, as vendas começam no dia 16 de março e os ingressos custam R$ 200 (cadeira lateral), R$ 250 (poltrona, cadeira central e cadeira especial), R$ 300 (cadeira palco) e R$ 370 (cadeira vip e camarote). As entradas estarão à venda na bilheteria do Citibank Hall e pelo site www.ticketsforfun.com.br.

David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash já tinham carreiras consolidadas quando se encontraram na Califórnia, em 1968. David Crosby vinha dos Byrds, Graham Nash dos Hollies e Stephen Stills de Buffalo Springfield, que também trazia em sua formação Neil Young, que um ano depois se juntaria ao trio.

A banda virou uma referência no folk-rock, com os discos "Crosby, Stills & Nash", de 1969, e o clássico "Déjà vu", de 1970, esse já sob o nome Crosby, Stills, Nash & Young. Os shows no Brasil contarão com clássicos da banda como "Woodstock", "Marrakesh Express", "Déjà Vu", "Our House", "Almost Cut My Hair", "For What It's Worth", entre outras.
Fonte:uol.com

Rock in Rio terá edição na Argentina, em 2013

Depois das edições na Espanha e Portugal, a organização do Rock in Rio já havia manifestado suas intenções expandir o evento para outros países da América Latina. A Argentina foi o país latino escolhido e sediará o festival em 2013.

O evento acontecerá em Buenos Aires, em outubro, um mês depois da próxima edição no Rio de Janeiro. Os dias para o Rock in Rio Buenos Aires ainda não foram divulgados, mas a Cidade do Rock argentina será montada no antigo Parque da Cidade, a 15 minutos da capital, com capacidade para receber 100 mil pessoas por dia.

O Rock in Rio voltará a contecer no Brasil no ano que vem, nos dias 13, 14, 15, 19, 20, 21 e 22 de setembro.
fonte:omelete

Dave Grohl | Nova biografia chega ao Brasil no começo de abril

ave Grohl está ganhando uma nova biografia não autorizada, escrita por Paul Brannigan, jornalista de música e ex-editor da renomada revista semanal Kerrang!.

This is a call: A vida e a música de Dave Grohl está chegando ao Brasil pela editora LeYa, e conta a história do músico desde os tempos no Nirvana até o Foo Fighters, passando por sua participação no Queens of the Stone Age e Them Crooked Vultures.

O livro foi escrito por Brannigan com base em dez anos de entrevistas exclusivas com Dave Grohl, além de conversas com artistas como Josh Homme, o produtor Butch Vig, Ian MacKaye (de bandas punk como Minor Threat e Fugazi), entre outros. This is a call fala sobre Kurt Cobain, as brigas que quase acabaram com o Nirvana, as dificuldades do Foo Fighters e a época em que Grohl cogitou deixar a música.

O lançamento está previsto para o início de abril, com preço de R$ 39,90.

Dave Grohl vem ao país com o Foo Fighters para se apresentar no Lollapalooza Brasil, que acontece nos dias 7 e 8 de abril, no Jockey Club, em São Paulo.
fonte : Omelete

quarta-feira, 7 de março de 2012

Van do Melvins decorada por Kurt Cobain está à venda no eBay

Muito antes de se tornar um dos maiores ícones da história da música, Kurt Cobain era apenas um adolescente atormentado que idolatrava os Melvins. Simplesmente estar perto de Buzz Osbourne e cia. era motivo de orgulho para o então futuro líder do Nirvana.

Tentando se aproximar dos ídolos e ganhar créditos na cena roqueira de Seattle, Cobain passava boa parte do tempo livre na van utilizada pelos Melvins para excursionar o país.

Segundo a lenda, certo dia Cobain roubou pinceis atômicos em uma papelaria e desenhou o logotipo e o rosto dos quatro integrantes do Kiss na lateral da van, que agora pode ser sua.

Nessa segunda-feira (05), um usuário do site de leilões eBay colocou a van à venda, ainda "decorada" por Kurt Cobain. Segundo o site da edição americana da revista Rolling Stone, o carro pertence a Ben Berg, um fã alucinado de Melvins que ganhou o veículo de presente da mãe do ex-baixista do grupo, Matt Lukin.

Berg espera conseguir pelo menos US$ 150 mil (cerca de R$ 264 mil) com a van, disponível em sistema de leilão até a próxima terça-feira (13). E aí, quem dá mais?
Fonte:virgula.com

"One", do U2, completa 20 anos nesta terça-feira

O U2 comemora nesta terça-feira 20 anos de lançamento do single de "One", uma música "incrivelmente emotiva" que vai "direto ao coração", como a definiu o guitarrista The Edge, criador de uma das melodias mais admiradas pelos fãs da banda.

"One" foi o terceiro single do álbum "Achtung Baby" (1991), trabalho produzido em Berlim por Daniel Lanois e Brian Eno, e com o qual o U2 estabeleceu o objetivo de "tentar de novo", após os monumentais "The Joshua Tree" (1987) e "Rattle and Hum" (1988).

No entanto, a música nunca chegou ao número um das listas de sucessos após ser lançada em 6 de março de 1992, situação que "decepcionou um pouco" a banda, como disse o vocalista Bono no livro "U2 por U2". Também causou surpresa que, embora fale da dor que causa a separação de duas pessoas, o hit seja visto por milhões de fãs como um hino ao amor.

"Nunca entendi por que as pessoas querem colocá-la em seu casamento. Conheci muitas pessoas que fizeram isso. E sempre pergunto a elas: você está louco? Essa música fala de separação!".

Porém, esse single parece ter gerado outras más interpretações. Depois que Bono (Paul Hewson), The Edge (David Evans), Larry Mullen e Adam Clayton anunciaram que os lucros de "One" iriam para a luta contra a Aids, o fotógrafo Anton Corbijn apresentou à banda sua ideia para o videoclipe promocional.

No vídeo, que contou ainda com a participação do pai de Bono, o quarteto posou como travestis em um cenário decadente, refletindo também uma época marcada pela recente queda do muro de Berlim.

O U2 teve receio, no entanto, de que certos setores interpretassem que estavam relacionando a Aids exclusivamente com a sexualidade, e decidiram vetar o vídeo e contratar Mark Pellington para gravar uma versão mais sóbria e conceitual, que foi bem recebida, por exemplo, pela "MTV".

No entanto, era uma ideia muito repetitiva, e o U2 pensou que a música ficaria mais tempo nas listas de sucessos com uma versão mais convencional. A banda contratou então Phil Joanou, com quem já havia trabalhado no álbum "Rattle and Hum", e gravou o terceiro clipe.
Fonte:uol.com

terça-feira, 6 de março de 2012

Charlie Brown Jr. lança novo DVD este mês em São Paulo

O Charlie Brown Jr. lança seu novo DVD, 'Música Popular Caiçara', em São Paulo no final deste mês. A banda santista, que completa 20 anos de estrada em 2012, toca no Credicard Hall dia 24 de março.

Os ingressos custam R$ 160 (camarote setor I), R$ 140 (camarote setor II) e R$ 80 (pista). Os canais para quem desejar adquirir bilhetes são a internet, o telefone 4003-5588, a bilheteria do Credicard Hall e os pontos de venda credenciados.

Depois de seis anos fora da banda, o baixista Champingon e o guitarrista Marcão retomaram seus postos, em 2011. Além deles, a formação tem Chorão (vocal), Thiago Castanho (guitarra) e Bruno Graveto (bateria).

Charlie Brown Jr. em São Paulo
Data: 24/03 (sábado)
Horário: 22h
Local: Credicard Hall
Endereço: Av. das Nações Unidas, 17.955 – Santo Amaro
Informações: 4003-5588
Fonte:revista guitar player

The Osbournes volta à TV em animação stop-motion

Ozzy Osbourne e sua família vão voltar às telinhas, agora como animação stop-motion na série The F'n Osbournes. Veja na galeria como ficarão os personagens em sua versão cartunesca.

O novo programa não terá relação com o reality show da MTV, exibido entre 2002 e 2005, e usará as situações vividas pela família como base para o roteiro. Sharon Osbourne e seu filho, Jack, estão trabalhando na produção executiva da série. Todos os personagens terão dublagem original de Ozzy, Sharon, Jack e Kelly Osbourne.

The F'n Osbournes terá 20 episódios e está sendo desenvolvida pela produtora Cuppa Coffee, conhecida por animações como o Celebrity Death Match, da MTV, e Glenn Martin DDS, da Nickelodeon.

"Apesar de ser um desenho, com certeza não será para crianças, levando em conta que essa família está por trás disso", comentou Adam Shaheen, fundador da Cuppa Coffee, sobre a censura 16 anos da série.

Ainda não há a emissora definida para The F'n Osbournes, que será negociada pela produtora em abril, na feira MIPTV Media Market, em Cannes.
Fonte:omelete