terça-feira, 3 de abril de 2012

Roger Waters leva 70 mil ao delírio em São Paulo

Impecável e articulado, Roger Waters safou-se mais uma vez da chuva e teve apenas a brisa leve para refrescar a alta temperatura da orquestra de fãs que ele regeu neste domingo, 1º de abril, em apresentação realizada no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Falando em português algumas vezes, ele dominou as 70 mil pessoas que se espremeram para ver o tal muro de 11 metros de altura e 424 tijolos.

Seguindo à risca a turnê "The Wall - Live" e o encarte do álbum homônimo, Waters encontrou na capital paulistana uma audiência empolgada, mas que não conhecia a maioria das 29 canções do show. "Hey You", "Comfortably Numb", "Goodbye Blue Sky" e, claro, "Another Brick in the Wall (Part 2)" foram as mais comemoradas e cantadas, num show que começou às 19h45 e foi até 22h.
Dividido em duas partes, o espetáculo é um convite a uma viagem pela mente do músico, com imagens em grandes telões de LED que se transformam no muro, pirotecnia, crianças do Coral de Heliópolis, um avião bombardeado acima da plateia e bonecos infláveis gigantescos. As dores e dessabores de Roger Waters retratadas nas letras das músicas dão lugar neste show, como ele mesmo disse, "aos sofrimentos do mundo, a Jean Charles e às dores de todos nós”.
Figuras reais e personagens

"Há tanto tempo esperava ver essa magia acontecendo. Levou 30 anos e hoje estou aqui, nessa alucinação ao vivo". Se você pensa que essas palavras saíram da boca de Roger Waters enganou-se. Dentre crianças, jovens bêbados, adultos "modernosos" e afins, lá estava ele, o vovô Julio Pena, de 66 anos, que aguardava desde o início dos anos 80 para ver o espetáculo.

Fumando um cigarro atrás do outro, Pena é uma das muitas figuras que passaram por este primeiro dia da turnê de Waters em São Paulo. Mais diverso que um show do Paul McCartney, o público que viu o ex-baixista do Pink Floyd por 90 minutos parecia embriagado diante de tantas imagens e efeitos pirotécnicos. Jaqueline Souza Carato, 26 anos, sabia apenas o refrão de "Another Brick in the Wall", mas quis ir ao show de qualquer maneira. Ela pagou R$ 900 para ver da pista premium o "cara do Pink Floyd". "Não lembrava direito o nome dele, mas meus pais sabiam, porque curtiam rock na adolescência. Eles não puderam vir, mas eu estou aqui com meus amigos", contou.

E entre loucos, perdidos e familiares, havia uma turma diferente por lá: "os boinas-azuis". Os senhores de meia-idade bem vestidos, usando a tal boina, estavam no Morumbi para uma missão quase maior do que o próprio concerto: entregar uma medalha a Waters. "Eu sou fã desde jovem de Pink Floyd e é até difícil separar esse lado roqueiro do lado responsável que um missionário como eu deve ter. Já passei por guerras, conflitos e sempre levando a paz. Hoje venho aqui realizar dois sonhos: homenagear um ídolo pacífico e conhecê-lo de perto", explicou Walter Mello de Vargas, presidente e missionário da Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz da ONU.

Para quem esperava ver o músico cantando hits que todos queriam ouvir, certamente recebeu muito mais que isso. Ele trouxe ao Brasil mais do que um circo com atrações encantadas. Ele ofereceu uma mesa posta e farta, cheia de iguarias que já conhecíamos de nome, mas nunca havíamos comido. E os que ainda não sentiram o gostinho de Waters, podem aproveitar o último show dele desta turnê latina na terça-feira (3), no Morumbi, em São Paulo.

Veja o roteiro de “The Wall - Live”
PARTE 1 PARTE 2
"In the Flesh?" "Hey You"
"The Thin Ice" "Is There Anybody Out There?"
"Another Brick in the Wall (Part 1)" "Nobody Home"
"The Happiest Days of Our Lives" "Vera"
"Another Brick in the Wall (Part 2)" "Bring the Boys Back Home"
"Another Brick in the Wall (Part 2) Reprise" "Comfortably Numb"
"Mother" "The Show Must Go On"
"Goodbye Blue Sky" "In the Flesh"
"Empty Spaces" "Run Like Hell"
"What Shall We Do Now?" "Waiting for the Worms"
"Young Lust" "Stop"
"One of My Turns" "The Trial"
"Don't Leave Me Now" "Outside the Wall"
"Another Brick in the Wall (Part 3)"
"The Last Few Bricks"
"Goodbye Cruel World"
Fonte:uol.com

Autor atualiza colagem do álbum "Sgt Pepper's" para celebrar seus 80 anos

O artista plástico Peter Blake divulgou nesta segunda-feira uma nova versão da famosa colagem usada na capa do disco Sgt Pepper's Lonely Hearts Clube, uma das mais clássicas dos Beatles, onde reúne diversas personalidades britânicas, como Mick Jagger, Amy Winehouse e J.K. Rowling.

Segundo Blake, um dos pioneiros da Pop Art no Reino Unido e autor da colagem original, sua intenção era celebrar seu 80º aniversário com uma obra que reunisse todos os ícones da cultura britânica que influenciaram seu trabalho ao longo de sua vida.

Nesta nova versão, os integrantes dos Beatles são substituídos no centro da colagem pelo próprio Peter Blake, além de sua mulher e suas filhas. Ao redor da família Blake, assim como na original, aparecem mais 73 personalidades de diferentes esferas, incluindo Eric Clapton, Elvis Costello, Noel Gallagher, Mick Jagger, Elton John, Amy Winehouse e David Bowie.

Além das figuras relacionadas com o mundo da música, o autor também apresenta J. K. Rowling, a autora da saga literária Harry Potter, além da desenhista "punk" Vivienne Westwood, da modelo Kate Moss e do arquiteto Norman Foster.

Em sua nova colagem, Peter Blake também apresenta os retratos de alguns personagens já falecidos, como a escritora Agatha Christie, a atriz Audrey Hepburn, o estilista Alexander McQueen e os pintores Lucien Freud e Francis Bacon.

A obra será exposta no festival vintage Wayne Hemingway, que será realizado em Northamptonshire, no centro da Inglaterra, a partir do mês de julho, quando o artista completará 80 anos.

"Escolhi pessoas que admiro, grandes personagens e alguns amigos queridos. Tinha uma lista muito longa de gente que eu queria incluir, mas não consegui incluir todos", explicou o autor de uma das capas mais famosas da história da música, criada em 1967.

Alguns dos personagens desta "atualização" já demonstraram seu orgulho em terem sido incluídos nesta nova colagem.

"Levando em conta o tempo que passei olhando a capa original do disco dos Beatles, imagina o que significa para mim. É um grande honra", afirmou J.K. Rowling.

Noel Gallagher, ex-guitarrista do Oasis, também confessou estar "muito contente" por "ter sido reconhecido por um grande artista como Peter Blake".

"Aparecer junto a personagens como Vivienne Westwood, Mick Jagger e Paul Weller é incrível para mim. Não poderia me comparar com nenhum deles", assegurou Gallagher.

Além de desenhar a capa do álbum Sgt Pepper's Lonely Hearts Clube, Peter Blake é o criador de outras famosas capas, como Stop The Clocks, do Oasis, e Stanley Road, de Paul Weller.
Fonte:virgula.com

Reportagem de TV acompanha tratamento de ex-Legião Urbana que virou sem teto; Renato Rocha recusa internação

Ex-baixista do Legião Urbana e morador de rua, Renato Rocha negou ser dependente químico e dispensou tratamento em uma clínica no Rio de Janeiro. Depois de ser encontrado pelo programa "Domingo Espetacular" do dia 25 de março vivendo na rua, a reportagem procurou novamente o músico, que conversou com o pai, recebeu uma carta dos filhos e visitou a clínica Jorge Jaber, em Vargem Pequena no programa deste domingo (1).

"Ainda tenho um cérebro aqui dentro, estou lúcido, não uso drogas, não roubo, trabalho com música", disse o músico recusando a participar do tratamento médico. Durante a reportagem, Rocha descobriu que a mãe morreu e conversou com o pai, que questionou se ele precisava de algo e se tinha algum lugar para ficar.

Após desligar o telefone, ele também estranha o fato do pai falar sobre sua dependência. "Meu pai está com 90 anos, deve estar em órbita. Eu não uso drogas", reafirma. Sua ex-mulher preferiu não expor o casal de filhos e enviou uma carta escrita pelas crianças e uma caixa de bombons.

Entenda o caso

Renato Rocha participou da primeira formação da banda, assim que assinaram o contrato com a EMI em 1984 e colaborou com seus três primeiros álbuns: "Legião Urbana" (1985), "Dois" (1986) e "Que País É Esse?" (1987). Com matérias de arquivo, o "Domingo Espetacular" explicou a relação do baixista com os outros integrantes e gerou polêmica ao questionar a participação dos ex-integrantes Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá na recuperação do amigo.

"Algumas pessoas aqui estão bastante equivocadas sobre a ideia de qualquer culpa que possamos ter, eu e Dado, na vida que ele escolheu para si. Posso dizer que eu faço a minha parte quanto a ajudar pessoas dentro do meu raio de ação e que ainda assim vão além da minha própria família", justifica o músico. "Depois disso ele se distanciou e se envolveu em problemas que iam além das nossas possibilidades de ajudá-lo. Muito depois, o Dado, que tem um estúdio, tentou oferecer uma participação em uma gravação. Mas ele não conseguiu realizá-la", explica.

"Eu tocava baixo e de repente percebi que seria mais legal a gente ter um baixista. Então, a gente chamou o grande Renato Rocha, fabuloso baixista, então comecei a cantar só", conta Renato Russo. "Ele saiu primeiro porque ele é muito louco, né? Ele perdia um voo aqui, perdia um ensaio ali", conta Dado Villa-Lobos em vídeo da época. "Eu acho que o Renato Rocha não estava mais a fim. Não entendo o porquê, foi um vacilo dele", completa Bonfá. "Teve um dia que a gente falou 'chega', você tá atrapalhando", finaliza Villa-Lobos.

Dentre os hits que Rocha também assina, estão "Ainda É Cedo", "Daniel na Cova dos Leões", "Quase Sem Querer" e "Mais do Mesmo". Um dos questionamentos do programa é como estão sendo pagos os direitos autorais do músico, que a repórter diz não receber nada desde 2002. "Como pode um disco vender doze milhões de cópias, e eu ficar na rua?", questiona Renato.

De acordo com apuração do programa, um relatório disponibilizado pelo ECAD mostra que foram arrecadados R$109,953,53 nos últimos dez anos em relação as músicas produzidas no período em que Renato ainda estava presente, o que dá cerca de R$916 por mês. Dado e Bonfá preferiram não comentar o caso no programa da Record. De acordo com a reportagem, o pai de Renato, um advogado, pretende ajudar o filho, que segundo ele "sempre recebeu muito carinho, apesar de seu problema com drogas". Rocha foi casado e é pai de um menino de 11 anos e de uma menina de 14 anos, a família o deixou e voltou para Brasília.
Fonte:uol.com