domingo, 5 de junho de 2011

Smashing Pumpkins: Billy Corgan divulga provável repertório

Billy Corgan divulgou no Twitter nesta quarta-feira (1) a provável lista de faixas do novo álbum do Smashing Pumpkins, 'Oceania'. "Todos os títulos estão sujeitos a mudanças", alertou o guitarrista e vocalista.
A princípio, o trabalho terá as seguintes doze canções:
01. Pale Horse
02. Panopticon
03. The Chimera
04. Four Winds Chime
05. Glissandra
06. Inkless
07. My Love Is Winter
08. Special K
09. Pinwheels
10. Oceania
11. Violet Rays
12. Quasar

O lançamento está previsto para o dia 1 de setembro e dará continuidade ao arrojado projeto 'Teargarden by Kaleidyscope', que é composto por 44 faixas (já saíram três volumes com canções). Recentemente, Corgan postou um vídeo no Facebook falando a novidade será "um álbum dentro de um álbum".
Também no segundo semestre serão relançados os discos do principal período da banda (1991-2000). Ganharão edições de luxo remasterizadas 'Gish' (1991), 'Siamese Dream' (1993), 'Pisces Iscariot' (1994), 'Mellon Collie and the Infinite Sadness' (1995), 'The Aeroplane Flies High' (1996), 'Adore' (1998), 'Machina/The Machines of God' (2000) e 'Machina II: The Friends & Enemies of Modern Music' (2000).
Fonte : revista guitar player

O teatro musical de Alice Cooper no Rio

Quem estava circulando nessa sexta-feira no Via Parque no Rio de Janeiro percebeu que algum evento de rock estava preste a acontecer. Dezenas de jovens, vestidos de camisetas escuras com estampas de bandas e com o entorno dos olhos pintados de preto, estavam na praça de alimentação como fossem zumbis de alguma produção de baixo orçamento de um filme de terror. Como o shopping abriga o Citibank Hall, alguns transeuntes conjecturavam que talvez o Kiss devesse estar se apresentando na casa de espetáculos. Apesar da banda ser mundialmente famosa pela maquiagem, que representa a personalidade de cada um, quem iria se apresentar era Vincent Damon Furnier, mais conhecido como Alice Cooper: o precursor no hard rock da pintura preta ao redor dos olhos simbolizando a cor da morte, do abismo e da condenação, típica de uma nostálgica fita de horror.
Apelidado carinhosamente de Tia Alice pelos fãs, o sexagenário cantor retornou ao Rio para o último show de sua nova turnê no Brasil: "No More Mr. Nice Guy". Foi 1h40 de apresentação para 2 mil cariocas extremamente sortudos, devido ao cancelamento do show em Curitiba por impedimentos técnicos, que aconteceria na mesma data. Esse fato gerou um enorme entusiasmo no público que a cada breve intervalo entre uma música e outra, bradava uníssono: "Cooper! Cooper! Cooper!". O repertório foi o mesmo apresentado na terça em Porto Alegre e na quinta em São Paulo. Alice Cooper seguiu o roteiro a risca com os usuais recursos teatrais. Marcado para as 22h, o show começou com dez minutos de atraso com o áudio da interpretação do ator britânico Vincent Price no papel de "the spirit of the nightmare" para o especial exibido na TV "Alice Cooper: The nightmare", em 1975. Logo após veio a canção "Black Widow" com Alice no topo de um enorme púlpito trajando um casaco com 3 pernas de aracnídeo de cada lado que lhe dava uma aparência de uma aranha. Durante essa canção, ele ainda estendeu os braços e de suas mãos saíram faíscas brilhosas de fogos de artifício.
Depois desse inicio apoteótico, Alice continuou cantando músicas famosas de todas as suas fases sempre empunhando diferentes objetos com o objetivo de remeter aos personagens criados para cada uma das canções: um bastão em "Brutal Planet", uma muleta em "Im eighteen", cédulas enfiadas em um florete em "Billion Dollar Babies". Às vezes ele acrescentava alguma peça de roupa ao seu figurino todo negro como uma jaqueta preta que tinha os dizeres "New Song", quando cantou "Ill bite your face off", para demonstrar que uma nova composição.
Em "Only Women Bleed", ele sacou de uma boneca e começou a acariciá-la, já que a letra da canção é uma representação de como as mulheres sofrem nas mãos dos homens. As carícias duraram até "Cold Ethyl", quando ele começou a barbarizar com a boneca, já que Ethyl significa "etilo", o composto químico derivado do etano. A letra fala sobre uma relação íntima com um cadáver em um refrigerador.
Em "Feed my Frankenstein", Alice se travestiu do Dr. Victor Frankenstein, personagem famoso do clássico da literatura de Mary Shelley, para dar vida a lendária criatura do livro, que surgiu no palco em forma de um enorme boneco articulado por algum membro da produção. Ele vestia a fantasia, remetendo ao "Eddie" do Iron Maiden, banda britânica de heavy metal. Na mesma encenação teatral, outro membro da equipe técnica trajava farrapos de pano que cobria inclusive o rosto, a fim de simbolizar "Igor", o costumeiro assistente do Dr. Frankenstein.
Já em "Wicked Young Man", Alice apareceu vestido parecendo um general e banda, que o acompanha (três guitarristas, um baixista e um baterista), marchando como fossem soldados. Durante essa canção, outro membro da equipe surgiu para representar um perturbante fotógrafo, que teve seu abdômen atravessado pelo pedestal do microfone, levando o público ao delírio. Para momentos depois, atingirem ao êxtase, quando Alice é condenado a morrer na guilhotina. A execução remete as que aconteciam em praça pública na época da Revolução Francesa. O carrasco mescla um sorriso maquiavélico com um semblante demoníaco. Após decepar a cabeça de Alice, ele a mostra para platéia com extrema satisfação.
Depois dessa experiência antológica, Alice ressurge para cantar mais um clássico de seu repertório: "Schools out", que combina seu ritmo ao estribilho de "Another brick in the wall Part II", do Pink Floyd, por ambas retratarem a falência do tradicional modelo escolar.
Ao final, Alice se despede do público para retornar minutos depois para o bis com "Elected", empunhando uma bandeira do Brasil e vestindo uma camisa com as cores brasileiras estampada com o número 10 atrás, para representar o tema da canção sobre um candidato que ser eleito a qualquer custo. As cidades norte-americanas citadas na letra tiveram o acréscimo de metrópoles brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre).
Para encerrar, Alice canta "Fire", clássico do "The Jimi Hendrix Experience", em que um dos guitarristas da banda coloca uma peruca enorme encaracolada para homenagear o lendário instrumentista. Em um primeiro momento, sugere uma forma extremamente simples de terminar uma apresentação repleta de recursos teatrais. Porém, se aprofundarmos a reflexão, percebe-se que para Alice, o que realmente importa é o bom e velho rock roll.

Set list:
Vincent Price Intro
The Black Widow
Brutal Planet
Im Eighteen
Under My Wheels
Billion Dollar Babies
No More Mr. Nice Guy
Hey Stoopid
Is It My Body
Halo Of Flies
Ill Bite Your Face Off
Muscle Of Love
Only Women Bleed
Cold Ethyl
Feed My Frankenstein
Clones (We e All)
Poison
Wicked Young Man
Killer
I Love The Dead
Schools Out (Another Brick in the Wall Part II - Pink Floyd)

Bis:
Elected
Fire (The Jimi Hendrix Experience)
Fonte : Almanaque Virtual

Bono e U2 serão alvos de protestos de ativistas pelo pagamento de impostos

Um grupo que combate a evasão fiscal de empresas e famosos protestará no próximo festival de música de Glastonbury (Inglaterra) contra o músico irlandês Bono e sua banda U2, que os acusa desse tipo de práticas.
Segundo o jornal "The Guardian", os militantes do grupo "Art Uncut" não interromperão o show de Bono nesse popular festival, mas levarão cartazes com as palavras "Bono, paga o que deve" iluminadas e bem visíveis.
"Bono se diz preocupado pelo mundo em desenvolvimento, mas sua banda U2 se dedica, ambiciosa, a evitar o pagamento de impostos, uma prática que prejudica os países pobres", disse um porta-voz desse grupo.
Os ativistas também querem chamar a atenção do impacto da evasão fiscal nas finanças públicas da Irlanda em seus hospitais e suas escolas.
Em 2006, o U2 recebeu fortes críticas ao transferir parte de seus negócios à Holanda em resposta ao teto que a Fazenda irlandesa impôs às bonificações fiscais para os artistas.
Segundo Sheila Killian, da Universidade de Limerick (Irlanda), o teto de 250 mil euros estabelecido pelas autoridades é suficientemente generoso para a maioria dos artistas.
Richard Murphy, outro ativista citado pelo "The Guardian", afirma que "se Bono acha que é um irlandês a mais, deve pagar seus impostos, como os outros fazem. Só assim sairá da confusão que se meteu".
O agente do grupo, Paul McGuinness, justifica que o "U2 atua em nível global e paga de impostos globalmente. Pelo menos 95% de seus shows são fora da Irlanda e a banda paga diferentes tipos de impostos no mundo todo".
Fonte : agência EFE