quarta-feira, 11 de abril de 2012

B.B. King é processado por esforços para impedir filme biográfico

O cantor e guitarrista de Blues B.B. King está sendo processado por interferir e atrapalhar a produção e execução do filme biográfico "BB. King and I". Segundo o cineasta Michael Zanetis, que entrou com o processo na última semana, B.B. King tem tentado se utilizar de marcas registradas e direitos de publicidade para impedir que seja contada sua história verdadeira. A informação é do site The Hollywood Reporter.

Michael Zanetis é o eu [I] do título e acusa o cantor através da produtora King Size Film Production. B.B. King estaria tomando medidas legais para ameaçar biografias de celebridades em filmes e livros.

"B.B. King and I" é estrelado por Patrick Fugit e Wendall Pierce e conta a história do cineasta, que é descrita como "entrelaçada com a história de seu relacionamento com BB King". Zanetis conta como ajudou o cantor a ganhar uma estrela na calçada da fama em 1990.

O roteiro do filme foi escrito em 2006 e chegou a ter a capa autografada por B.B. King, mas, com o início da produção, o cantor tentou barrá-lo. Em julho de 2011, uma carta enviada por um advogado do cantor dizia que a produção violava os direitos de imagem dele. O pedido de desistência do filme atrasou as filmagens e deu negatividade ao título, gerando problemas com patrocínio após a ação judicial.

O processo aberto por Zanetis diz ainda que os pedidos de B.B. King sugere que outras obras de homenagem tenham infringido a lei, como o filme "Sete dias com Marilyn", que fala sobre a atriz Marilyn Monroe e a música "Moves Like Jagger", cantada pela banda Maroon 5 e a cantora Christina Aguilera, e que faz referência ao cantor Mick Jagger.
Fonte:uol.com

Dinho Ouro Preto canta de Elvis a Joy Division em trabalho solo e evita rótulo de "cover"

Dinho Ouro Preto levou 17 anos para lançar um novo projeto solo. O resultado é “Black Heart”, um álbum, como prefere dizer o cantor, de “versões” de clássicos do rock mundial. Nas 12 faixas do projeto, Dinho evoca sucessos de Elvis Presley (“Suspicius Mind”), Patti Smith (“Dancing Barefoot”), Leonard Cohen (“Hallelujah”) e de bandas como Joy Division (“Love Will Tear Us Apart”), The Smiths (“There Is A Light That Never Goes Out”) e Pet Shop Boys (“Being Boring”).

“Não é um álbum de cover, prefiro dizer que são versões, até pelo meu respeito ao original”, pontuou Dinho em conversa ao UOL. “Black Heart” existe na cabeça do cantor há muito tempo, mas só tomou forma há um ano e levou apenas três meses para ficar pronto. Antes, ele havia gravado "Vertigo", em 94 e "Dinho Ouro Preto", em 95, também em versão solo.

“Gravei tudo no estúdio caseiro, dentro da minha casa. Já tinha quase todas as canções na minha cabeça, ficou de fora só Tom Waits e Depeche Mode”, contou Dinho que formou uma banda especialmente para o projeto. “As músicas escolhidas são de artistas muito antagônicos, percebi a necessidade de fazer com que todos eles coubessem no álbum e tudo isso foi resolvido nos ensaios com a banda. A banda adquiriu essa naturalidade fazendo com que todas as músicas parecessem ser de uma banda só”, opinou Dinho.

Outra preocupação de Dinho foi em como cantar as canções, segundo ele, foi como “pisar em ovos”: “Acabei optando por cantar tudo com sotaque americano e quis evitar arroubos vocais. Tentei achar o tom exato das músicas para que minha voz ficasse confortável. Preferi que as interpretações fossem contidas”, explicou ele. O resultado é perceptível principalmente em “Hallelujah”, que abre o álbum.

Do repertório, destaca-se a escolha de Dinho por “Hard Sun”, canção pouco conhecida de Eddie Vedder, líder do Pearl Jam, que faz parte da trilha sonora do filme “Na Natureza Selvagem”, do ator Sean Penn. “Quis evitar bandas como Nirvana e Oasis, procurei algo no repertório do Pearl Jam e também não achei. Dei voltas até chegar em ‘Hard Sun’”, explicou.

Outro destaque que vale ser ressaltado de “Black Heart”, é a participação da cantora indie Lisa Pepineau. Dinho a conheceu por meio do produtor do álbum, Davi Corcos, e acabou fazendo o convite a ela durante um bate-papo pelo Skype. “A Lisa trouxe uma nova sonoridade e uma outra cor às músicas”, elogiou Dinho.
“Não é um álbum de amor”, diz Dinho

Para Dinho, “Black Heart” é um álbum que canta o relacionamento. “Tenho um pouco de dedo em dizer que é um CD romântico, para mim é um CD de músicas sobre relacionamentos. O amor aqui é ácido, pouco ortodoxo”, opinou.

Além disso, Dinho acredita que os fãs jovens de sua banda principal, o Capital Inicial, tem muito a ganhar ouvindo “Black Heart”. “Eu acredito que esse álbum terá um efeito pedagógico e didático, eu sei que tem fãs do Capital que gostam de Muse, por exemplo, mas pode ser que alguns não conheçam Nick Cave ou até essa canção mais nova do Eddie Vedder”, comparou.

Para Dinho, nunca é ruim “expandir os horizontes musicais” e “os jovens acabam sempre ouvindo as mesmas coisas”. “É legal brincar de escola do rock, dizer para eles: ‘Toma esses 50 anos de rock n’ roll’”, brincou Dinho que é pai de duas meninas; Giulia de 15 anos e Isabel de 13 anos.

“Elas não ouvem tudo o que eu ouço. A mais velha chegou a pedir para ir ao Lollapalooza ver o Foster And The People. Na maioria das vezes elas ouvem o que toca na rádio”, disse Dinho para completar que em seu carro só toca rock. “Na carro da mãe elas ouvem tudo. Elas gostam de Beyoncé e Lady Gaga, para a minha tristeza”, disse o cantor aos risos.

Em maio, Dinho deve estrear a nova turnê que passará por São Paulo e Rio de Janeiro. Em seguida ele fará uma pausa para gravar o novo CD do Capital Inicial. “Já temos as músicas e o estúdio está reservado”, contou Dinho que tem achado “libertador” cantar sozinho.

“Faz bem ao espírito cantar sozinho, estou muito tranquilo”, afirmou Dinho que acredita que a experiência solo trará bons frutos ao Capital. “Tenho tocado violão como nunca toquei na vida, estou um músico muito melhor e muito mais seguro”, contou ele que acredita que o acidente sofrido em 2009 - quando caiu do palco de uma altura de quase três metros - trouxe uma sensação de urgência de viver.

“Não tenho tempo a perder, talvez todo esse projeto esteja ligado ao fato de perceber que tudo é efêmero. Carpe Diem”, finalizou Dinho.
Divulgação



"Black Heart" (Sonny Music)

1 - Hallelujah (Leonard Cohen)
2 - Dancing Barefoot (Patti Smith)
3 - Nothing Compares 2 U (Sinead O' Connor)
4 - Lovesong (The Cure)
5 - Are You The One That I've Been Wait (Nick Cave)
6 - Steady As She Goes (The Raconteurs)
7 - Suspicius Mind (Elvis Presley)
8 - Hard Sun (Eddie Vedder)
9 - There Is A Light That Never Goes Out (The Smiths)
10 - Times Is Running Out (Muse)
11 - Love Will Tear Us Apart (Joy Division)
12 - Being Boring (Pet Shop Boys)
Fonte :uol.com

Ex-guitarrista do Faith No More faz show em SP

Ex-integrante do Faith No More e Mr. Bungles, Trey Spruance vem a São Paulo com sua banda de rock progressivo, Secret Chiefs 3, para show no Sesc Belenzinho (zona leste de São Paulo), em 19 de abril. Os ingressos custam entre R$ 6 e R$ 24, e estão disponíveis nas bilheterias das unidades do Sesc.
Formado em 1995, o grupo também conta com Timb Harris (violino/guitarra), Toby Driver (baixo), Matt Lebofsky (teclados) e Ches Smith (bateria).

A sonoridade do quinteto é diversificada, e ritmos como surf music, death metal, eletrônica e até tango estão no repertório.

Ao longo desses quase 17 anos, a banda já contou com mais de 40 músicos que já colaboraram e participaram da formação.

Secret Chief 3 - Sesc Belezinho - r. Padre Adelino, 1.000, Belenzinho, zona leste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/2076-9700. 19/4: 21h30. Ingr.: R$ 6 a R$ 24.
Fonte:guia folha