quarta-feira, 4 de abril de 2012

"Já pensei em parar de tocar", diz Dave Grohl em biografia; músico vem ao Brasil para show

"Quando Taylor [Hawkins, baterista do Foo Fighters] teve overdose, pensei, pela primeira vez na vida, em parar de fazer música. Porque chegou ao ponto de me questionar se a música era sinônimo de morte. Acredita?", conta Dave Grohl, líder do Foo Fighters. O depoimento faz parte da biografia "This Is A Call", lançada nesta semana no Brasil, a mesma em que a banda americana desembarca no país para um show no Lollapalooza, no sábado (7).

"This Is a Call - A Vida e a Música de Dave Grohl" foi traduzida pela editora Leya e escrita por Paul Branning, ex-editor da revista musical "Kerrang!". Além dela, "Nada A Perder" --também sobre a vida de Dave-- foi apresentada ao público recentemente pela Ideal Editoras. O segundo livro foi escrito por Michael Heatley, famoso biógrafo americano responsável por reproduzir as histórias de Bon Jovi, Paul McCartney, John Lennon, Deep Purple e Neil Young.

As duas biografias são não-oficiais falam sobre a infância de Grohl na cidade de Springfield (Virginia), sua conturbada história com o Nirvana e a relação com Kurt Cobain. Além de trazerem entrevistas, fotos e a discografia do músico, considerado o mais "cool" do momento pela imprensa especializada. A principal diferença entre as edições é que "Nada a Perder" conta com depoimentos de outros artistas e tem como referência a carreira profissional de Grohl, já em "This Is a Call" a principal referência está nas conversas do editor da revista com o músico.
"Ingressei na banda no dia 23 de setembro de 1990 e partimos pra fazer o 'Nevermind' em abril. Então foi só depois do 'Nevermind que Kurt começou a se f*** de verdade. Você podia estar chapado de heroína agora, mas eu não saberia, naquela época não sabia mesmo, eu era um moleque", explica Grohl em trecho de "This Is A Call".

Apesar de narrarem com precisão as histórias na vida do músico, as duas biografias, escritas por fãs, deixam escapar alguns elogios superlativos, como "Deus do Rock", que deixam o texto um pouco parcial. Mas compensam com histórias das músicas e relacionam momentos importantes da carreira de Grohl, como quando estava sem casa, com a conta bloqueada e recém-divorciado e compôs "Everlong", considerado o maior hit do grupo.

Os livros, em resumo, mostram a trajetória de um homem que cresceu em torno de um cliché adolescente, o de crescer e se tornar um grande astro do rock, vivendo de shows, fãs e grandes turnês. Talvez seja isso que as tornem tão atraentes.

"This Is A Call - A Vida e A Música de Dave Grohl"
Tradução de Texto Editores
582 páginas
Editora Leya

"Nada a Perder", por Michael Heatley
Tradução de Tony Aiex
240 páginas
Editora Ideal
Fonte:uol.com

Herdeiro de Paul McCartney diz que ideia de formar banda já foi discutida com filhos dos Beatles

Às vésperas de lançar sua carreira musical, o filho de Paul McCartney, James, disse, em entrevista à BBC, que aceitaria formar uma banda com filhos de outros Beatles.

O compositor de 34 anos de idade faz um show nesta terça-feira (3) no tradicional Cavern Club de Liverpool, onde os Beatles saltaram para a fama, e outro em Dublin antes de embarcar para uma turnê americana.

James já tocou em dois álbuns de Paul, que produziu os dois EPs do filho, em parte gravados nos estúdios de Abbey Road.

Pergunta - O que você acharia de formar The Beatles - A Próxima Geração, com Sean Lennon, Dhani Harrison e Zak Starkey (filho de Ringo Starr)?
James McCartney - Não acho que seja algo que Zak gostaria de fazer. Talvez o Jason (outro filho de Ringo, também baterista) topasse. Eu estaria disposto. O Sean parece topar, o Dhani também. Eu ficaria feliz de tentar.

Pergunta - Vocês já discutiram a ideia?
James - Sim, um pouco.

Pergunta - Você acha que isso pode acontecer?
James - Sim, claro, espero. Mas não tenho certeza, teremos que esperar e ver. A vontade de Deus, o apoio da natureza, suponho eu. Portanto, sim, talvez.

Pergunta - Você tinha vontade de tocar no Cavern, no mesmo lugar onde tudo começou para seu pai?
James - Sim, acho que sim. Simplesmente abraçar a herança dos Beatles em vez de fugir dela.

Pergunta - Quando você começou a tocar, usava o nome de Light (luz em inglês). Era uma tentativa de esconder sua identidade?
James - Na verdade, não. Eu era simplesmente mais inclinado a ter um nome de banda que fosse rock and roll e espiritual. "E agora, Light!". Era isso que eu tinha em mente, caso algum dia chegasse a tocar no estádio de Wembley. Acho que a luz é um tema recorrente nas religiões na espiritualidade. Os hindus cultuam a luz, que é algo visto como divino e espiritual.

Pergunta - Você sempre quis ser músico?
James - Sim, quando cheguei a uma certa idade, percebi que era um pouco melhor que os outros garotos na escola com a guitarra e passei a me orgulhar e gostar disso. Na época eu sonhava em ser melhor que os Beatles. Não sei se conseguiria. Gostaria de chegar ao mesmo nível, mas mesmo isso é bem difícil.

Pergunta - Como você se sente quando as pessoas o comparam ao seu pai?
James - Acho que é ótimo, uma honra. Não acho que eu seja tão bom como os Beatles ou meu pai, mas eles são, indiscutivelmente, influências.

Pergunta - Ajuda ou atrapalha ter o sobrenome McCartney?
James - É uma ajuda. Pode ser difícil às vezes encarar sozinho, mas acima de tudo, ajuda.

Pergunta - Como é trabalhar com seu pai, além de ter um relacionamento familiar?
James - É incrível. Algumas vezes no passado, há alguns anos, podia ser difícil, tenso, como qualquer família. No entanto, mais do que isso, é lindo. Ele é um gênio, está além de ser gênio e é uma grande inspiração. Muito intelectual e obviamente maravilhoso no que faz, portanto é muito divertido. Ele me ajuda a me sintonizar comigo mesmo e ser a melhor pessoa que posso ser.

Pergunta - Qual foi o papel dele como co-produtor?
James - Apenas me dirigir e ter algumas idéias sobre quais instrumentos deveríamos colocar ou me encorajar a cantar um pouco melhor, ou gravar novamente algo. Também com os arranjos e a estrutura das canções e a mixagem. O processo todo.

Pergunta - Seu pai tentou dissuadi-lo da carreira musical?
James - Não, de forma alguma. Ele incentiva bastante.

Pergunta - Quando você estava crescendo, em que momento percebeu que seu pai era famoso?
James - Sempre percebi isso, quando havia fãs por perto que pediam autógrafos e, às vezes, eles pediam até o meu. Eu negava porque meus pais nos estimulavam a tentar viver uma vida mais privada.
Fonte: BBC Brasil