sexta-feira, 30 de março de 2012

ZZ Top: o novo disco de inéditas está quase pronto?

O ZZ Top parece estar próximo de concluir seu próximo álbum de estúdio, o 15º da carreira. Em uma entrevista ao site da Billboard (EUA), Billy Gibbons disse que eles estão "selecionando [as faixas do disco] de coisas boas", o que pode indicar que em breve teremos novidades.

Ainda sem título e data de lançamento definidos, o material contou com a produção de Rick Rubin (Red Hot Chili Peppers, Johnny Cash, Metallica). Entre os títulos de faixas revelados recentemente estão 'More Slower Blues', 'Chartreuse', 'Have a Little Mercy' (inspirada na fase inicial de B.B. King) e 'Flyin' High'.

No ano passado, o site da Gibson mostrou o que o guitarrista disse à revista Mojo sobre o álbum: "Lembra o 'Tres Hombres' [disco deles, de 1973] com alguns elementos da época do 'Eliminator' [disco deles, de 1983]. Há uma gama bem variada, do blues básico a coisas um pouco mais extravagantes".
Fonte: revista guitar player

Santana: faixas instrumentais são maioria em novo álbum

O próximo disco de inéditas de Carlos Santana sairá no dia 15 de maio. Com um repertório composto em sua maioria de músicas instrumentais, 'Shape Shifter' será lançado pelo selo que pertence ao guitarrista mexicano, Starfaith Records.

Das 13 faixas que completam o material, somente uma delas ('Eres La Luz') tem vocais, os quais foram feitos por Andy Vargas e Tony Lindsay. As demais incluem parcerias com Eric Bazilian ('Never the Same Again'), Walter Afanasieff ('Macumba in Budapest' e 'Eres La Luz') e também participação de seu filho, Salvador Santana ('Canela' e 'Ah, Sweet Dancer').

A pré-venda de 'Shape Shifter' começou na última terça-feira (27) em sites como iTunes e Amazon.
Fonte:revista guitar player

Roger Waters leva "The Wall - Live" nesta quinta-feira ao Rio; veja alguns dos grandes shows-espetáculos da música no mundo

Enquanto a indústria fonográfica trava batalha contra a pirataria pela suposta perda de lucros com as vendas de CDs e DVDs, bandas e artistas saíram pelas arestas em busca de sobrevivência no mundo da música. Entre obstáculos, encontraram lasers, fogos de artifício e telões em LED no fim do túnel: são os shows-espetáculos, repletos de efeitos especiais e audiovisuais.
Investir em grandes estruturas de palco e novidades tecnológicas tornou-se item fundamental no roteiro para atrair a audiência --que, pelo alto valor que paga, exige verdadeiras experiências reais. O show de Roger Waters que excursiona pelo Brasil, "The Wall - Live", traz uma produção para impressionar. "Custa US$ 200 mil por dia (R$ 340 mil)", segundo falou ao UOL o chefe de produção da turnê Chris Kansy.

Waters desenvolveu imagens dinâmicas para ilustrar a história e as canções do clássico álbum lançado pelo Pink Floyd em 1972: um muro com mais de 137 metros de largura e 11 metros de altura, que forma um telão em alta definição. Ao todo, são usadas 57 toneladas de equipamentos e 55 toneladas de cenário. São 172 alto-falantes e 23 projetores que amplificam barulhos de helicópteros, aviões, tiros, pessoas rindo, bebês chorando e todo o som quadrafônico do espetáculo. Tudo isso será visto na noite desta quinta-feira (29) no Rio de Janeiro, e nos dias 1º e 3 de abril em São Paulo.

Em questão de megalomania, poucos conseguem impressionar mais do que o U2. Se em 1992 eles ajudaram a popularizar os telões com a Zoo TV Tour, um dos shows mais caros da história, quase 20 anos depois eles voltaram com ambições ainda maiores. A gigantesca "360º Tour" trouxe o palco circular conhecido como "A Garra", com pontes rotativas e visão em 360 graus, como indica o nome, concentrando o sistema de som e telões LED em uma estrutura cilíndrica. Sua montagem mobilizava 209 caminhões --48 deles apenas para carregar estruturas de aço-- e 240 pessoas trabalhando.

A "World Magnetic Tour" do Metallica, entre 2008 e 2010, passou pelo Brasil com toda sua estrutura, incluindo os três telões LED de alta definição, um deles com 20x8 metros que ficava ao fundo do palco. A "Black Ice World Tour" do AC/DC saiu pelo mundo com um palco de 78m de comprimento e 21m de profundidade e dividiu a cena com uma locomotiva real de seis toneladas que se movimentava durante a apresentação.
Investimento nacional
Apesar de ainda ser algo recente, o investimento de artistas brasileiros em grandes estruturas de palco já passa a ser uma realidade. Há pontos que impossibilitam algo maior, como por exemplo o alto número de shows, que não deixa sobrar tempo suficiente para a montagem de estruturas muito complexas, mas nem por isso o investimento tem sido deixado de lado.

Enquanto o trio elétrico domina o axé e ganha espaço no sertanejo, pois não há gastos com cenário, pelo menos três nomes de destaque atualmente foram acompanhados, durante todo o ano passado, por estruturas que superaram os R$ 2 milhões: Ivete Sangalo, Luan Santana e Fernando e Sorocaba.

Até o final do ano 2011, Ivete Sangalo viajou o país com a turnê "Madison Square Garden", baseado em seu DVD gravado em Nova York. A estrutura se mantinha fiel ao que pode ser visto nos vídeos, mas havia certos impedimentos. Transportada por 7 carretas, a estrutura demorava 5 dias para ser montada, o que tornava inviável utilizá-la em todas as apresentações. Como opção, além dos trios elétricos, que a cantora nunca abandonou, foi feita uma versão reduzida do cenário do “Madison”, mais barata e de montagem mais rápida.

No meio sertanejo, Luan Santana e a dupla Fernando e Sorocaba são os principais responsáveis por levar novidades às festas do gênero, que nunca deu muita atenção para a questão visual. Em 2010, Luan comprou uma estrutura que o permitia voar durante as apresentações, já que havia uma música em seu repertório chamada "Vou Voar". No mesmo ano, Fernando e Sorocaba decidiram que uma grua, levantada por um guindaste, os alçaria para cima do público. Com a boa resposta a essas experiências, ambos passaram a dar mais atenção para o "espetáculo", e por conta disso, o investimento foi crescendo.

Só para o transporte do palco de Fernando e Sorocaba, são utilizadas duas carretas e um ônibus. O dinheiro gasto, de acordo com Sorocaba, não precisa necessariamente ser alto. "Tento levar o máximo de entretenimento aos shows. E na verdade, em muitos casos, surgem ideias de baixo custo. A bolha de plástico que eu e o Fernando entramos dentro, por exemplo, custa R$ 5 mil cada uma. O guindaste também foi outra ideia que agradou, que repercutiu. O importante é ter sacadas boas e acompanhar o mundo da música. Quando eu posso, eu viajo pra ver shows e trazer coisas novas".

Fábio Fakri, empresário da dupla, diz que nem todas as boas experiências são possíveis de colocar na estrada: "o nosso novo DVD usou a tecnologia de mapeamento 3D, que é algo inédito no Brasil. Nós temos em mente fazer alguns shows pontuais com essa tecnologia, mas não é viável colocar na turnê. Não é nem só uma questão financeira, mas é que só pra fazer o mapeamento do local, que é o básico da ideia, leva dois ou três dias, e a gente não tem esse tempo".

De acordo com Fakri, outras ideias também encontram barreiras por não serem práticas. "A grua, que é uma ideia do Sorocaba, foi a primeira grande sacada da dupla, mas enfrentava alguns problemas. Por exemplo, a gente precisava de um caminhão só pro guindaste, que pesava uma tonelada, então não era todo show que tinha a grua. Hoje, o que chama a atenção no show são as duas bolhas de plástico, que requerem só dois compressores de ar".

O perfil de show-espetáculo adotado por Luan Santana surgiu por dois motivos: pelo gosto do cantor por grandes shows, e por diversos comentários que ele e seu empresário ouviam a respeito de apresentações de artistas internacionais.

"Eu e o Luan estávamos incomodados porque sempre alguém vinha falar que um show lá fora teve algo diferente e que era muito bom. Podia ser coisa boba, mas alguém dava atenção. Então a gente decidiu que era hora de procurar novidades pra esse lado do entretenimento, já que havia condição financeira da gente trazer as novidades pra cá. Foi quando eu comecei a viajar pra fora atrás de feiras, e aí surgiu a ideia de usar a máquina que fazia o Luan voar".

No final de 2010, durante a gravação de seu segundo DVD, Luan Santana utilizou uma catapulta igual a que Michael Jacskon utilizava nos ensaios de sua última turnê. "Nós a vimos no documentário 'This is It' e na hora já pensamos em utilizar. Só existem 6 máquinas dessa no mundo, e uma a gente alugou pro DVD do Luan", conta Ricardo. Por conta do alto custo do aluguel, cerca de U$ 150 mil, a máquina não foi pra estrada, explica o empresário.

Ainda de acordo com Ricardo, os artistas internacionais têm agendas mais espaçadas quando vêm ao Brasil, o que possibilita a montagem de estruturas maiores. "Quando os caras chegam de fora, tocam duas noites e tem uma semana inteira pra montar a estrutura. Fazendo 25 shows por mês, não tem como. A gente tem condições de fazer algo bem maior, mas não adianta investir mais se não há como colocar o palco na estrada".

ROGER WATERS NO RIO DE JANEIRO

Quando: 29 de março de 2012
Onde: Engenhão
Quanto: R$ 180 (superior oeste), R$ 180 (superior leste), R$ 250 (pista), R$ 300 (inferior oeste), R$ 300 (inferior leste), R$ 600 (pista prime)
Ingressos: www.ticketsforfun.com.br, 4003-5588, nos pontos de venda autorizados e na bilheteria oficial, no Citibank Hall/RJ.

ROGER WATERS EM SÃO PAULO

Quando: 1º e 3 de abril
Onde: Estádio do Morumbi
Quanto: de R$ 180 (PNEs) a R$ 600 (setor prime)
Ingressos: www.ticketsforfun.com.br, 4003-5588, nos pontos de venda autorizados e na bilheteria oficial, no Citibank Hall/SP.
Fonte:uol.com