segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Documentário elucida pontos obscuros da carreira de Raul Seixas

Vinte e dois anos após sua morte, finalmente Raul Seixas, ícone máximo do rock'n'roll brasileiro, está ganhando uma biografia a sua altura. E feita por um peso pesado do cinema nacional, o diretor Walter Carvalho, de "Janela da Alma" e "Cazuza".

"Raul Seixas - O Início, o Fim e o Meio" será exibido pela primeira vez no Festival do Rio, no dia 17. A Folha teve acesso exclusivo ao documentário. O filme cutuca vários vespeiros e elucida pontos obscuros de sua carreira.

"O Raul era um artista que tinha pressa, inquieto, provocador e libertário. A ideia foi filmar o mito do jovem artista que se consome e morre por sua obra", diz Walter.
Há imagens inéditas e eletrizantes de Raul no palco, como as do festival de Saquarema em 1976, idealizado por Nelson Motta nos moldes de Woodstock.

O filme também realiza a proeza de entrevistar as cinco ex-mulheres e três filhas que Raul deixou, superando um histórico familiar de desavenças.

Outro trunfo é a tentativa de esclarecer a frutífera e conturbada parceria entre Raul e Paulo Coelho, iniciada em 73 e que rendeu clássicos como "Al Capone" ou "Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás".

Durante rara entrevista em que aceita falar sobre o ex-parceiro, Coelho entrega: "Era um casamento com tudo menos sexo. Mas era complicado, havia competição".

"Não me arrependo de ter apresentado as drogas a ele. Um cara com aquela idade (25 ou 27) já sabia o que estava fazendo. Maconha, ácido, chá de cogumelo -aquilo fazia parte da minha cultura."

Surpresa: a certa altura uma mosca invade não a sopa, mas a sala de sua casa na Suíça, e tenta pousar no rosto de Paulo, o que o irrita. Ele diz: "Curioso, primeira vez que aparece uma mosca em Genebra. Aqui não tem".

Em outro recorte, fala sobre a Sociedade Alternativa, inspirada no satanismo, que fundou com Raul em 74.

"Foi um período negro. Aquilo era magia radical, fora de qualquer ética", lembra, enquanto são exibidas imagens de rituais com animais de "Contatos Imediatos do Quarto Graal", filme em super-8 feito à época.

Walter Carvalho diz ter reunido mais de 400 horas, entre filmagens e imagens de arquivo. Mais de 90 pessoas foram entrevistadas.

Começando pelos tempos da juventude em Salvador, gênese da sua exuberante mistura entre rock e baião, personagens esquecidos ressuscitam do baú.

Caso de Dalva Borges, que cuidou de Raul nos seus últimos suspiros. Para o filme, reconstitui "in loco" a manhã em que encontrou o músico morto no seu apartamento.

Há mais boas surpresas -como Caetano cantando "Ouro de Tolo". E outra controversa parceria, com Marcelo Nova, é esmiuçada no filme.

Talvez a única lacuna seja a ausência do episódio de Caieiras, em 82, quando Raul foi confundido com um sósia em um show e quase acabou linchado. Mas disso os fãs não podem reclamar: Rita Lee interpreta Raul otimamente, nessa exata situação, no curta "Tanta Estrela por Aí" (1993), de Tadeu Knudsen.

Raul seixas - O início, o fim e o meio
DIREÇÃO Walter Carvalho
PRODUÇÃO Brasil, 2011
QUANDO no dia 17, às 21h15, no Odeon Petrobras
Fonte:folha.com

Jane's Addiction se apresenta na TV pela primeira vez em oito anos. Assista!

O Jane's Addiction foi a atração musical do talk show Jimmy Kimmel Live para promover seu novo disco, The Great Escape Artist, marcando sua primeira aparição na TV em oito anos.

A primeira música a ser tocada foi o novo single "Irresistible Force", que usa alguns efeitos de sampling, seguida da antiga "Stop!", do disco Ritual De Lo Habitual (1990). Assista:




The Great Escape Artist será lançado em 18 de outubro.
Fonte:Omelete

Ex-baixista do Weezer morre em Chicago

O ex-baixista do Weezer, Mikey Welsh, morre em um quarto de hotel em Chicago, disse a polícia neste domingo (9).

Laura Kubiak, porta-voz da polícia de Chicago, disse que Welsh deveria sair do hotel Rafaello às 13h de sábado. Quando ele não saiu, funcionários do hotel entraram no quarto, e o encontraram inconsciente, e ele não estava respirando.

Oficiais disseram que o resultado da autópsia estará disponível no domingo à tarde. Kubiak disse que não há indícios de ter havido um crime.

Welsh, 40 anos, de Burlington, tocou com o Weezer de 1998 a 2001, e deixou o grupo após sofrer um colapso nervoso, segundo o site da banda. Ele eventualmente seguiu a carreira de pintor.

“Estou dando um tempo na música”, disse ele ao Metro West Daily News, em 2002. “Realmente sinto que preciso reinventar a mim mesmo e mudar, e não poderia ser mais pintando. A música ainda é uma parte importante da minha vida, mas eu realmente não tenho desejo de continuar tocando.”

Weezer publicou uma mensagem em seu site, dizendo que o tempo de Welsh com a banda foi “vital, essencial, selvagem e incrível.”

“Um talento único, um amigo muito amoroso, um pai, e um grande artista se foi, mas nós nunca o esqueceremos”, disse a banda.

Welsh planejava participar do show do Weezer neste domingo no Riot Fest, em Chicago.

“Estou empolgado em encontrar os meninos, sair e me divertir”, escreveu ele em seu Facebook no início deste mês.
Fonte:agência AP