O RPM lida com dois "fantasmas": ser a banda que teve o disco mais vendido no rock brasileiro e também ser a que teve a carreira sabotada por brigas internas, tanto no auge, nos anos 1980, como nas tentativas de "volta".Paulo Ricardo, cantor e baixista, Luiz Schiavon, tecladista, Fernando Deluqui, guitarrista, e P.A., baterista, retomam agora novamente a formação original.
Depois de dois discos históricos, "Revoluções por Minuto" (1985) e "Rádio Pirata Ao Vivo" (1986), que juntos passaram dos 2,5 milhões de cópias vendidas, o RPM vai lançar novas músicas para download, deixando o CD "real", físico, para depois.
O primeiro lote de material novo, quatro canções, vai ser conhecido amanhã, durante o "Domingão do Faustão".
Na próxima sexta-feira, dia 20, o RPM faz show no Credicard Hall. Uma espécie de retorno "oficial" depois de se apresentar na Virada Cultural em São Paulo, em abril.
À Folha, Paulo Ricardo falou sobre como inserir o grupo no atual cenário pop.
Folha - Qual a diferença entre a volta de 2002 e este retorno?
Paulo Ricardo - O especial da MTV, em 2002, foi a realização de um sonho, trabalhar com sinfônica, mostrar para a geração MTV o que foi o RPM. O grupo acabou antes da emissora começar aqui.
Foi tudo ótimo, dois anos de shows. Mas na hora do repertório inédito, de um disco que daria sequência àquele, as coisas não estavam fluindo como têm de fluir.
E agora, está fluindo?
Sim, acertamos todos os detalhes. Eu e o Schiavon, um estimula no outro diferentes lados das nossas personalidades musicais. É muito particular essa coisa que é "o som do RPM".
Ele ainda existe?
Nós temos nossas limitações, mas, sem dúvida, existe algo que rapidamente você identifica como RPM.
As bandas de teclado tiveram um período muito ruim nos anos 1990, depois do grunge, do som de Seattle, a coisa da guitarra. Agora eu vejo em bandas como Killers, mesmo Coldplay e Keane, uma retomada do teclado.
Como é voltar ao palco?
Aquela coisa Peter Pan, daquela juventude rock and roll. O tempo passa e você está ali com aqueles caras, uma coisa quase de túnel do tempo, de cápsula, como se você pudesse congelar aquilo e o tempo não passasse.
Algo nostálgico?
Não temos nenhuma intenção nostálgica. Nunca fui ligado nessa coisa de anos 1980, evitei esse nicho.
Por que o download?
É irreversível no mercado. Então dividimos o lançamento em três partes. Vão ser CDs virtuais com quatro músicas cada, com capinha e letras, que poderão ser baixados de graça no site rpm.art.br.
Após o "Faustão", as quatro primeiras vão para a rede. Em agosto, talvez setembro, juntamos no CD convencional, nas lojas.
Como é o novo repertório?
Os shows, dirigidos pelo Ulysses Cruz, vão ter as quatro inéditas. A primeira, que está indo para as rádios, é "Dois Olhos Verdes". Depois tem uma que tocamos na Virada Cultural, "Crepúsculo".
A terceira se chama "Muito Tudo" e a quarta é "Ela É Demais (Pra Mim)". Eu e Schiavon produzimos o disco, que deve se chamar "Elektra".
Quem irá aos shows?
Sou conservador na expectativa do público. A gente optou pelo Credicard Hall pela configuração de mesas.
No início, estamos preparados para receber o público de 35 a 45 anos que curtiu o RPM, mas que já não tem saco para pisar na lama. Quer deixar o carro com o manobrista e pedir seu uisquinho. Depois, que venha a moçada.
RPM
QUANDO sexta, dia 20, às 22h
ONDE Credicard Hall (av. das Nações Unidas, 17.955, tel. 0/xx/ 11/4003-6464)
QUANTO de R$ 70 a R$ 120
CLASSIFICAÇÃO 12 anos
Fonte : folha.com
AC/DC diz que nunca vai deixar fãs baixarem suas músicas
O guitarrista do AC/DC, Angus Young, disse em entrevista à Sky News que nunca vai deixar os fãs baixarem suas músicas de graça na internet."Eu sei que os Beatles mudaram de ideia, mas nós vamos continuar assim. Para nós, é o melhor jeito. Somos uma banda que começou com álbuns e é assim que vamos ser até o fim", disse Young.
O vocalista Brian Johnson também disse que o sucesso da banda por tantos anos apenas aconteceu por que eles conseguiram manter a fórmula do rock n'roll.
"Nós não tentamos mudar, é apenas rock n' roll, é isso o que fazemos. Nós sobrevivemos a algumas modas. Ainda estamos tocando o que sempre gostamos".
Fonte : folha.com
The Cult atravessa gerações e pede para "desligar plateia" em São Paulo
Os mais céticos poderiam dizer que o som da banda está datado. Mas a verdade é que o The Cult deu uma aula do mais puro rock’n roll na noite do último sábado (14) em São Paulo. Baseada na potente voz de Ian Astbury e nos acordes e riffs da guitarra de Billy Duffy – integrantes remanescentes da formação original do Cult – a banda agitou os fãs presentes na casa de shows paulistana HSBC Brasil. Fecharam a formação em palco o baixista Chris Wyse, o baterista John Tempesta e o guitarrista Mike DimkichA atitude do público mereceu destaque. Participativo e visivelmente empolgado, ele era composto por pessoas de diferentes gerações. Não era raro encontrar pais e filhos pulando e cantando os sucessos da banda. Nos refrões dos principais sucessos era comum a voz de Astbury ser abafada pelos presentes. Isso, inclusive, gerou comentários engraçados da parte de Duffy, que pediu para “desligarem os microfones da plateia”.
O guitarrista, por sua vez, deu um show à parte. Interagindo com o público na mesma proporção que Astbury, foi preciso na execução de todas as músicas sem que, para isso, fosse metódico. Pelo contrário: improvisos marcaram a performance que, mesmo sendo fiel às músicas gravadas, não deixou de mostrar algo novo para os fãs.
Já Astbury – aniversariante do dia e que ganhou até parabéns do público – foi mais comportado em palco. Famoso por perder a voz no meio das apresentações, ele se poupou no show paulistano. Ainda assim, o músico improvisou em diversas passagens e usou de um expediente arriscado: deixar o público cantar por diversas vezes. Dada a empolgação dos presentes, o “truque” foi bem sucedido.
Entre as músicas que compuseram o sólido setlist, descaram-se She Sells Sanctuary, Rain, Fire Woman e Li’l Devil. Houve espaço para que Astbury cantasse alguns versos de Painted On My Heart, música a qual não foi executada. Até Lady Gaga teve o seu espaço, com o vocalista murmurando em tom de piada algumas frases de Bad Romance. Para fechar as referências, o bis contou com uma surpreendente versão de Break On Through (To The Other Side), do The Doors.
Ainda que tenha executado seus principais sucessos, músicas como Revolution, Eddie (Ciao Baby), Love e a já citada Painted On My Heart fizeram falta. As ausências, somadas ao atraso de trinta minutos para a entrada da banda, foram os pontos negativos da apresentação. Ainda que tenha deixado um gostinho de “quero mais”, o The Cult se mostrou disposto em palco e deixou claro que ainda pode oferecer muito ao rock.
Fonte :uol.com
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