sexta-feira, 3 de junho de 2011

Notícias 17/05/2011

"O sucesso nos deu poder para mexer com o sistema", diz Pearl Jam aos 20 anos
O então baterista do Soundgarden, Matt Cameron, lembra ter ouvido pela primeira vez o álbum de estreia do Pearl Jam, "Ten" (1991), quando o vocalista Eddie Vedder levou uma prévia do material gravado para o estúdio, em Seattle, onde o Soundgarden estava trabalhando. "Eddie nos trouxe algumas mixagens de 'Even Flow' e duas outras canções, e dava para ver que ele estava superorgulhoso delas", diz Cameron, que se juntou ao Pearl Jam em 1998. "Parecia algo que poderia fazer sucesso", ele lembra. E fez. E continua fazendo.
Ao celebrarem o 20º aniversário da banda, os integrantes do Pearl Jam estão olhando para trás como a banda que é um dos maiores ícones do rock. O quinteto vendeu mais de 60 milhões de álbuns em todo o mundo e estabeleceu frequência duradoura nas rádios, com canções como "Alive" (1991), "Jeremy" (1992), "Black" (1993), "Daughter" (1993), "Corduroy" (1995) e "Better Man" (1995).
Mais do que feitos mensuráveis, o sucesso comercial do Pearl Jam ajudou a abrir a porta para o rock alternativo em Seattle, seu lar, e em outros lugares. O grupo também foi pioneiro na interação real com seus fãs, pré-redes sociais, por meio de seu Ten Club, e travou uma batalha altamente noticiada --que que acabou perdendo-- com a Ticketmaster por causa dos preços dos ingressos nos anos 90.
"Acho que o sucesso de vendas nos deu poder para mexer um pouco com o sistema e fazer as coisas do modo como queríamos", diz o baixista Jeff Ament. "Quanto mais poder tínhamos, mais queríamos fazer as coisas de modo diferente e quebrar o molde", ele conta
"Somos meio rebeldes. Brigamos muito, de modo positivo. Estávamos sempre prontos a fazer alguma coisa, mesmo sem sabermos ao certo o que era. As pessoas da indústria achavam na época que éramos malucos, porque não era daquela forma que elas conduziam seus negócios. Mas sentimos que nossa força, no aspecto dos negócios, era mudar os modelos de negócios da mesma forma que estávamos mudando musical e criativamente", Ament teoriza.
O 20º aniversário do Pearl Jam encontra Ament, Cameron, Vedder e os guitarristas Stone Gossard e Mike McCready olhando tanto para o passado quanto para o futuro. Em março, o grupo relançou edições expandidas de seu segundo e terceiro álbuns, "Vs." (1993) e "Vitalogy" (1994). Um álbum ao vivo não lançado, gravado em Boston em 1994, acompanhou os dois relançamentos.
O Pearl Jam também planeja realizar um concerto de aniversário ao estilo festival, provavelmente no final do ano, enquanto o diretor de cinema e roteirista Cameron Crowe, um velho amigo da banda, planeja lançar um documentário intitulado "Pearl Jam Twenty", em setembro. Com tudo isso, e apesar do fato de seus integrantes também estarem ocupados com outros projetos, o grupo está começando a trabalhar em seu próximo álbum.
Foco: se tornar uma banda melhor
Em 1990, Ament e Gossard eram veteranos do Green River, que se separou em 1987, quando então os dois formaram o Mother Love Bone. O cantor do grupo, Andrew Wood, morreu de overdose de heroína em 1990, e Ament e Gossard começaram a compor músicas novas. Com a ajuda de Cameron e outros, eles gravaram uma fita demo com cinco canções que chegou até Vedder, que morava em San Diego.
Vedder escreveu algumas letras e melodias para as versões nascentes de "Alive", "Once" (1991) e "Footsteps" (1992), e viajou para Seattle para um teste. Conhecido originalmente como Mookie Blaylock, inspirado em um astro da NBA, o Pearl Jam começou a gravar "Ten" com Dave Krusen, o primeiro dos cinco bateristas que passariam por suas fileiras, e McCready, que tocou no grupo Shadow de Seattle.
"O principal era que queríamos ir além", diz Ament. "Olhávamos para bandas como Beatles, Zeppelin e outras. Elas expandiram seus limites. Então, desde o início, nós queríamos estar em uma banda em que pudéssemos por os pés em muitos estilos e dinâmicas diferentes".
"Ten", uma referência ao número da camisa de Blaylock, estava repleto de rock pesado que encontrou imediatamente um público. Ele vendeu mais de 13 milhões de cópias, enquanto "Alive", "Even Flow" e "Jeremy" fizeram sucesso nas principais paradas norte-americanas.
Seu sucesso imediato pegou os integrantes da banda de surpresa, após se arrastarem por uma década com outras bandas. "Foi um processo de crescimento", admite Ament. "Queríamos apenas sair, tocar e ser uma banda de turnê, nos tornar melhores músicos e melhores compositores. Achávamos que, se vendêssemos 50 mil ou 60 mil álbuns, isso nos permitiria fazer isso e gravar outro álbum. Na época, o foco era apenas nos tornarmos uma banda melhor".
Ament lembra que, um ano antes de gravar "Ten", a banda ainda tocava para duzentas pessoas no bar local. "Então sairmos dali a sermos convidados pelos Rolling Stones para abrirmos para eles e a Neil Young nos convidar para sermos sua banda, foi uma viagem. Esse estouro foi difícil para nossos estilos de vida".
O Pearl Jam também enfrentou certa reação negativa em Seattle, onde integrantes menos bem-sucedidos da comunidade musical --e mesmo vanguardistas como Kurt Cobain do Nirvana-- atacaram a banda como sendo vendidos. Mas a maioria dessas diferenças foi resolvida e Cobain até mesmo falava de uma turnê Nirvana-Pearl Jam quando cometeu suicídio em 1994.
Ápice da criação
A banda abordou "Vs." sentindo que tinha algo a provar, diz Ament, mas confiante de que era capaz. "Ocorreu muito crescimento durante aquela época", ele recorda. "Sempre que entrávamos na sala acontecia algo. Stone vinha com um riff ou outra coisa, e duas horas depois tínhamos uma canção monstro".
Ament lembra de que nenhum deles estavam casado e poucos tinham namorada, então estar na banda e fazer música era quase 100% o foco dos músicos. "Foi um momento incrível e uma época bastante intensa, porque havia pressão para que o sucessor de 'Ten' fosse igualmente forte. Isso aumentou ainda mais a intensidade, mas sabíamos que seria melhor".
"Vs." foi o primeiro dos três álbuns do Pearl Jam a estrear em 1º lugar na principal parada dos EUA, com o então recorde de vendas na primeira semana de mais de 950 mil cópias. O álbum obteve quatro indicações ao Grammy. "Vitalogy" foi outro sucesso multiplatinado que levou ao único Grammy do Pearl Jam até o momento, o de melhor interpretação de hard rock para "Spin the Black Circle". Mas Ament diz que ele foi notadamente diferente do que seus antecessores.
"Gravamos quase todo o álbum enquanto estávamos em turnê", ele recorda. "Minha lembrança era que havia uma sensação real de que ele não parecia muito coeso. Ainda é um álbum estranho de se ouvir, mas acho que tem algumas das melhores faixas individuais que já gravamos", diz.
Futuro do Pearl Jam
As coisas acalmaram para o Pearl Jam desde meados dos anos 90, quando a banda parecia virtualmente em guerra com a indústria musical. Após deixar o mundo das grandes gravadoras e lançar seu próprio selo Monkeywrench, a banda pareceu abrandar em relação à indústria. Suas vendas de álbuns caíram um pouco, apesar de seus últimos quatro lançamentos terem recebido disco de ouro.
Mas o grupo consegue trabalhar da forma como deseja. Isso inclui projetos individuais: Vedder está preparando seu novo álbum solo, "Ukelele Songs", para lançamento em 31 de maio, que será seguido por uma turnê. Ament deu início ao Tres Mts., seu mais recente de vários projetos paralelos, com McCready colaborando nas apresentações ao vivo. Gossard continua liderando a banda Brad, e Cameron também está trabalhando com o Soundgarden reunido.
Mas nada disso ameaça o Pearl Jam, promete Ament, e a comemoração do 20º aniversário apenas aumentou seu entusiasmo para fazer algo novo com a banda, o mais breve possível. "Nós nos reunimos algumas vezes e gravamos algumas demos, há provavelmente mais de 20 canções potenciais para o próximo álbum. Sabemos que ainda há muito mais que podemos fazer. Ainda não exploramos muito teclados, sintetizadores e cordas, por exemplo", ele dá pistas.
"Após um período olhando para trás, revirando caixas e olhando para coisas antigas, eu estou pronto para fazer músicas novas", conclui Ament, "e os outros também estão. Então acho que esse será o próximo grande lance nosso".
Fonte : The New York Times




Os cânticos da floresta de Ian Anderson acalmam temporal no Rio
Oriundos de uma frente fria que chegava ao Rio de Janeiro, trovões e raios ecoaram à tardinha premeditando a tempestade que ia cair mais a noite desse domingo na Cidade Maravilhosa. A chuva torrencial desabou as 19h30, meia hora antes do inicio do show de Ian Anderson (63 anos), líder e vocalista do Jethro Tull, banda icônica britânica dos anos 70. Isso não abalou as 1500 pessoas que compareceram ao Citibank Hall. O público, formado em sua maioria por senhores acompanhados de seus filhos, foi ao delírio com 1h40m de apresentação.
Por causa do temporal, o show atrasou 20 minutos para que o público não perdesse o inicio do espetáculo. Bastaram os primeiros acordes de "Living in the past" para que São Pedro suspendesse o toró anunciado. O rock progressivo inspirado nos cânticos da floresta do Jethro Tull parece ter abrandado a fúria dos céus. O próprio Ian faz questão de transmitir essa imagem folclórica pela forma que se movimenta no palco tocando sua flauta. As coreografias remetem a criaturas imaginárias como elfos e duendes, entre outros seres que habitam os bosques. Um elemento visual que diferencia o rock progressivo do Jethro Tull, que combina música clássica, celta, folk e jazz fusion.
Ian Anderson repetiu o mesmo show feito ontem em São Paulo. Apesar de ter anunciado que tocaria versões acústicas das clássicas canções do Jethro Tull, criado em 1967, Ian apresentou as músicas no formato original. Com a exceção de alguns improvisos e uma bela repaginação de "Aqualung". A única música nova foi "New band instrumental" (Instrumental da Nova Banda na tradução literal), que foi chamada assim por ainda não ter um título definitivo.
Ian dividiu o palco com os músicos Florian Opahle (guitarra), Scott Hammond (bateria), John OHara (teclado e acordeão) e David Goodier (baixo). Bastante comunicativo e demonstrando estar com muita vitalidade, o velho menestrel fez questão de informar os anos que as canções foram compostas e de que álbuns faziam parte.
Antes de "Thick as a brick", Ian relembrou com afeto outras superbandas de rock progressivo dos anos 70 como o King Crimson, o Genesis e Emerson, Lake & Palmer. Ele ratificou sua afeição pelo compositor de música clássica Johann Sebastian Bach com "Prelude Bach in C major" e "Bachs Toccata and Fugue in D minor". Essa última tocada somente pelo guitarrista Florian Opahle.
Ian Anderson já se apresentou outras vezes no Brasil acompanhado do Jethro Tull. A primeira vez que a banda tocou por aqui foi em 1988.

Set list:
Living in the Past
A New Day Yesterday
Up to Me
Hare in the Wine Cup
New Band Instrumental
Songs from the Wood
Prelude Bach in C major / Bouree
Thick as a Brick / Poet Painter
Bachs Toccata and Fugue in D minor
A Change of Horses
My God
Budapest
Aqualung

Bis:
Locomotive Breath
Fonte : almanaque virtual




Jeff Healey: disco com show de 1994 sai este mês
Foi anunciado para o dia 16 de maio, via Eagle Rock, um disco ao vivo de Jeff Healey. 'Live at Grossmans - 1994' será composto pelo registro de uma apresentação de 1994 que o lendário guitarrista fez em sua cidade natal, Toronto, no Canadá. O repertório tem dez faixas, entre as quais versões de clássicos do blues e do rock, como 'Voodoo Child' e 'All Along the Watchtower'.
Famoso pela sensibilidade extrema ao tocar, Healey morreu no dia 2 de março de 2008, pouco antes de completar 42 anos. Sucumbiu a um raro câncer nos olhos, o mesmo que lhe tirou a visão quando tinha oito meses de vida.
Veja abaixo a lista de faixas de 'Live at Grossmans':

01. I'm Going Home
02. Killing Floor
03. As the Years Go Passing By
04. Ain't That Just Like a Woman
05. Yer Blues
06. Who's Been Talking
07. Crossroads
08. Dust My Broom
09. Voodoo Child
10. All Along the Watchtower
Fonte : revista guitar palyer

Nenhum comentário:

Postar um comentário