De volta ao Brasil nesta semana para apresentar em seis cidades o show de seu 15º álbum de estúdio, "The Final Frontier", o Iron Maiden parece uma banda eternamente incansável.A nova turnê, que começou na Rússia em fevereiro e que deve rodar o planeta em quase 70 dias, vem mostrando um grupo ainda cheio de disposição para mostrar um grande show, com um rico repertório que conta com músicas de diversas fases do Iron Maiden.
Talvez pela ausência de pretensão na hora de compor novas canções ou simplesmente por fazer longas turnês a cada novo álbum, a banda britânica parece conquistar novos fãs sem perder os antigos, mesmo em tempos de internet e de mudanças rápidas no mundo da música.
Prestes a se apresentar no país com o grupo, o guitarrista Adrian Smith respondeu à perguntas da imprensa e falou um pouco sobre o novo álbum e o que torna os fãs brasileiros especiais para o Iron Maiden.
Pergunta - O que vocês fizeram nessas últimas três décadas para manter o frescor na música do Iron Maiden sem mudar a essência do grupo?
Adrian Smith - Não acho que conscientemente tentamos fazer algo com frescor ou com uma sonoridade nova. Apenas nos juntamos, fazemos o álbum e vemos o que acontece. Estamos fazendo isso há muito tempo, temos um alto nível a seguir e tentamos mantê-lo.
Pergunta - Vocês pensaram em como as músicas de "The Final Frontier" soariam ao vivo enquanto faziam o disco?
Adrian Smith - Diria que em 50% do tempo, sim. Do meu ponto de vista, gosto de gravar um disco em que você possa ouvir e perceber que é algo separado do show. Acho que há coisas do álbum novo que, apesar de funcionarem no álbum, provavelmente não ficariam tão boas ao vivo, por serem muito complicadas e complexas. Mas é um disco, afinal de contas. São coisas separadas.
Pergunta - O Iron Maiden permanece forte mesmo com a internet e os modismos dentro da música. Isso te surpreende? Você sente alguma insegurança quando chega a hora de fazer outro álbum ou uma nova turnê?
Adrian Smith - Acho que as bandas que fazem turnê há muito tempo construíram uma base de fãs. Nunca fomos uma banda que conseguiu fãs por termos músicas no rádio. Com nossas várias turnês, levamos nossa música para as pessoas. A longo prazo, seus fãs se tornam mais leais dessa forma. Conseguimos novos fãs basicamente porque ainda fazemos turnês. E, sim, existe insegurança com as coisas novas. Medo é como uma motivação quando se está compondo. Poderíamos tocar coisas velhas sempre e as pessoas ficariam felizes por um tempo, mas acho que é importante tocar coisas novas.
Pergunta - O Brasil tem uma das maiores bases de fãs do Iron Maiden. Como é a relação da banda com o público daqui?
Adrian Smith - O Brasil é especial, não há dúvidas. Acho que os fãs são muito passionais. Eles amam o futebol e a música. Há muita pobreza no país e acho que eles usam o prazer que tem com a música e com o esporte como uma válvula de escape. É um lugar especial, adoramos tocar lá por conta dessa paixão dos fãs.
Pergunta - O que vão tocar nos shows brasileiros dessa vez?
Adrian Smith - Tentamos tocar coisas novas, acho que apresentamos umas cinco faixas novas que achamos serem importantes e que gostamos de tocar ao vivo. É um novo show para o Brasil. Haverá muitas canções antigas, também, como "The Number of the Beast".
Fonte :uol.com
Radiohead vai lançar jornal gratuito junto com novo CD
O Radiohead vai lançar um jornal gratuito em edição única no final de março. O jornal, chamado "The Universal Sigh", será distribuído em algumas partes do mundo no mesmo dia do lançamento físico do novo álbum da banda.O Radiohead lançou um site especial para divulgar o projeto, mas não revela qual será o conteúdo da publicação. Segundo o site, o jornal não estará disponível na América do Sul.
"Nosso time de distribuidores estará entregando cópias de 'The Universal Sigh' para qualquer um que quiser até que ele acabe", diz a mensagem no site.
O novo disco, "The King of Limbs", chegará às lojas da Europa em 28 de março e, nos Estados Unidos, ele estará à venda a partir do dia 29. Em maio, será lançada uma versão especial do álbum, que a banda está chamando de "newspaper" (jornal, em inglês), mas o grupo afirma que "The Universal Sigh" não tem relação com esta edição misteriosa do CD.
Fonte :folha.com
U2 abre turnê sul-americana hoje no Chile
Nesta noite, o "mistério da torre" será revelado na capital chilena. Quando as luzes se acenderem para o primeiro show da fase sul-americana da turnê 360º, do U2, o público dentro e fora do estádio Nacional vai vibrar.Concebido para ser visto de todas as direções a partir de um palco central, o show da banda irlandesa tem telões sustentados por hastes a 50 metros de altura.
O anel de arquibancadas do estádio de Santiago é bem mais baixo que a altura média das grandes arenas. Por isso, a estrutura montada há cinco dias é visível de longe e intriga quem passa por lá.
Exceto, claro, os fãs de carteirinha da banda, que sabem tudo sobre o show e esperaram muito até o U2 retornar ao Cone Sul.
A atual turnê começou com shows em junho de 2009, na Espanha, no estádio do Barcelona. Palco habitual do baixinho Messi, o lugar viu o pontapé inicial da jogada mais recente do baixinho Bono e seus colegas.
Até agora, foram 79 apresentações. Depois do Chile, a banda faz três shows na Argentina. Em abril, chega a São Paulo para mais três, no Morumbi, nos dias 9, 10 e 13, com ingressos esgotados.
No último show programado, dia 30 de julho em Moncton (Canadá), a 360º Tour completará 110 datas.
A maior da carreira do grupo, feita para divulgar o álbum "No Line on the Horizon" (2009), é tão longa que o U2 já frequenta os estúdios com o produtor Danger Mouse para gravar seu próximo disco. E o quarteto nem precisa mais se concentrar tanto na estrada.
Na manhã de ontem, fãs e imprensa em Santiago ainda não sabiam quando o grupo se reuniria na cidade. O guitarrista The Edge está há três dias fazendo turismo no Chile, passeando com a família no deserto de Atacama.
Os integrantes viajam separadamente, levando mulheres, filhos e amigos. Bono, o mais assediado, é o que melhor esconde seu roteiro.
Tudo é tão bem planejado e executado nesta turnê que às vezes a banda nem passagem de som faz. Os quatro sobem ao palco e a mágica funciona. Como deve acontecer hoje em Santiago. E no mês que vem no Morumbi.
Fonte :folha.com
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