Mick Jones, 55, acha graça ao responder como se sente ao tocar esta noite no Coachella Music & Arts Festival, em Indio, na Califórnia (costa oeste dos EUA), um evento em que os integrantes das bandas escaladas têm idade para serem seus filhos. "Filhos? Não, por favor. Sobrinhos, tudo bem. Posso ser um tio bem safado", brinca Jones, o líder do Big Audio Dynamite. A banda, que Jones formou com o amigo, músico e cineasta Don Letts, foi seu primeiro projeto depois que ele deixou o Clash, seminal grupo inglês que começou punk na década de 1970 e se tornou um dos ícones do rock tocando rock, reggae, jazz, funk e o que mais quisesse, até 1982. Voltado para os ritmos negros, o B.A.D. fez dois discos de sucesso na segunda metade dos anos 1980 e depois foi caindo de produção. "Só quero colocar a molecada para dançar. Temos músicas novas, mas estou sem pressa", afirma Jones, que tem outra banda atualmente, a mais roqueira Carbon Silicon. VELHO REPERTÓRIO Por que reunir a turma de novo? "Se todo mundo está fazendo isso, por que eu não?", zomba o cantor e guitarrista. Ele revelou que desistiu da ideia de tocar algumas músicas do Libertines, banda que copia muito o Clash e, não por acaso, foi produzida pelo próprio Jones. O repertório de hoje vai ter só canções do B.A.D. e algumas do Clash, para o júbilo dos fãs. Quando o show do Big Audio Dynamite acabar no palco Outdoor Theatre, um dos seis utilizados neste fim de semana pelas 180 bandas que se apresentam na 12ª edição do festival californiano, muita gente vai correr para outro ponto do evento. Na Tenda Mojave, o Suede realiza o seu primeiro show grandioso em mais de uma década. A banda liderada pelo vocalista Brett Anderson foi um dos principais nomes do britpop dos anos 1990, rivalizando com Oasis e Blur. Para este retorno, o cantor conseguiu convocar sua formação original. Ou seja, com o guitarrista Bernard Butler. Os dois, que vivem brigando, assinaram grandes hits do Suede, como "Animal Nitrate", "Wild Ones" e "So Young". Num festival polvilhado de bandas que a maioria das pessoas ainda não ouvir falar, Big Audio Dynamite e Suede vão fazer a noite feliz dos mais velhos. Fonte :folha.comMúsico comemora sucesso da maratona dos Beatles na Virada Cultural
A maratona Beatles 4Ever reuniu mais de 7 mil pessoas no Bulevard São João nas primeiras quatro horas de show, segundo a PM. Para o músico Ricardo Felício, 44, que interpreta o baterista Ringo Starr, o sucesso se deve à popularidade do repertório dos ingleses.
"O pessoal sabe o que vai encontrar", disse Felício no camarim improvisado atrás do palco montado na praça das Artes, entre o Vale do Anhangabaú e o largo São Bento. Segundo ele, que então havia executado quatro discos inteiros dos 15 previstos e aparentava disposição, a extensão do show não é problema.
"Aqui temos um fisiologista e pausas para descansar. Já entramos para o Guiness [World Records] em 2007 com um show de 16 horas ininterruptas no Rio de Janeiro", afirmou orgulhoso. E completou: "O mais difícil é decorar todas as músicas e letras".
O grupo estreou em 1980 no teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, e, segundo Felício, foi a primeira atração dedicada exclusivamente a reproduzir uma banda famosa no Brasil. Os músicos repetem em detalhes os figurinos e a aparência dos meninos de Liverpool e têm cuidado especial com os timbres originais das canções, investindo em equipamentos da época.
A precisão chamou a atenção de um Beatle original. No começo dos anos 90, o guitarrista Marcos Rampazzo, cover de George Harrison e idealizador do projeto brasileiro, gravou uma fita cassete com alguns improvisos e a enviou ao ídolo por intermédio de um amigo. A reação de Harrison foi surpreendente: "ele achou que era algo dele, de que não se lembrava, e ficou tão impressionado que gravou uma fitinha de volta com um agradecimento", diz Felício.
MARATONISTAS
À 0h, a banda entrava em sua quinta hora de show com o disco "Help", de 1965, que levou a multidão ao delírio. Muitas famílias assistiam à apresentação emocionadas, como se vissem os próprios ídolos.
"Não pude ir ao show do Paul [McCartney], então trouxe meus pais aqui", afirmou Karina Medeiros, 17, que vive com a família no bairro da Vila Maria e pretendia ficar "pelo menos até o 'Yellow Submarine'", programado para começar às 7h de domingo.
Já Tamires Paulino, 19, levou o desafio ao pé da letra. Chegou às 18h20 de Interlagos e promete voltar para casa apenas quando os músicos encerrarem o segundo volume do álbum "Past Masters", pondo fim às 24 horas de show. Fã dos Beatles desde os 11 anos, principalmente pela fase de "Revolver" a "Abbey Road", ela se surpreendeu com o preparo dos intérpretes: "achei que eles iam ficar bem piores".
Superlotação
A partir das 3h, uma enorme fila se formou à entrada da estação São Bento do metrô. A festa também deixou marcas em algumas composições, repletas de sujeira.
EVENTO
A 7º Virada Cultural, megaevento organizado pela prefeitura em parceria com o governo do Estado, vai até as 18h do domingo (17).
Nove palcos espalhados pela região central de São Paulo, 24 unidades da rede CEU e doze unidades do Sesc recebem cerca de 1.300 apresentações.
Não há um palco principal, segundo os organizadores, para evitar concentração de público.
Fonte :folha.com
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